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MIRANDA DO DOURO: QUARTO ATAQUE DE LOBOS MATA 21 OVELHAS EM ÁGUAS VIVAS
Um rebanho de ovelhas de raça Manchega foi dizimado esta madrugada na aldeia de Águas Vivas, com um balanço de 21 animais mortos e 9 feridos com gravidade. O pastor, José Pais, fala num prejuízo inicial de quatro mil euros e num sentimento de desespero. Este é já o quarto grande ataque de lobos registado no concelho em pouco mais de um mês, com os produtores a sentirem-se cada vez mais desprotegidos e a criticarem a insuficiência das indemnizações.
A crise dos ataques de lobos em Miranda do Douro atingiu um novo e dramático pico na madrugada desta segunda-feira, com um pastor da aldeia de Águas Vivas a perder 21 ovelhas e a ter outras nove gravemente feridas. Este é já o quarto ataque de grande dimensão no concelho em pouco mais de um mês, com os produtores a manifestarem um sentimento de desespero e abandono.
“Anda aqui um homem a trabalhar todo ano e acontece isto, tem de se fazer alguma coisa”, desabafou à agência Lusa o pastor José Pais, que encontrou os animais “espalhados por todo o lado” esta manhã. O produtor, que estima um prejuízo inicial de quatro mil euros, acredita que o ataque foi obra de uma alcateia de “pelo menos quatro ou cinco” lobos, que terão saltado a vedação do terreno, apesar da presença de um cão de guarda.
Este ataque em Águas Vivas segue-se a outros registados recentemente em Malhadas, Fonte Ladrão e Genísio. A repetição e a proximidade dos ataques às aldeias estão a gerar um clima de grande preocupação entre os produtores pecuários do Planalto Mirandês, que se queixam da insuficiência das indemnizações pagas pelo Estado.
Apesar de o Governo ter apresentado um novo plano (Alcateia 2025-2035) que prevê a revisão das indemnizações, o ICNF já admitiu no passado que os valores pagos (cerca de 60 a 70 euros por animal) ficam muito aquém do valor de mercado (acima de 170 euros), uma discrepância que deixa os pastores com a maior parte do prejuízo.
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