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PAULITEIROS DE MIRANDA “BRILHAM” NO DIA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL
O Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, assinalado hoje em Lisboa, tem os Pauliteiros de Miranda do Douro e as práticas coletivas do bombo como protagonistas, duas das mais recentes inscrições no inventário nacional. A cerimónia, que decorre no Palácio Nacional da Ajuda, contou com a atuação dos Pauliteiros e visa homenagear 11 novas manifestações culturais que passaram a integrar o património português.
Os Pauliteiros de Miranda do Douro e as práticas coletivas do bombo, duas das mais emblemáticas tradições transmontanas, foram hoje os grandes protagonistas das comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, em Lisboa. A cerimónia oficial, promovida pelo instituto público Património Cultural, homenageou as mais recentes inscrições no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), com os Pauliteiros a atuarem no Palácio Nacional da Ajuda.
A jornada, que celebra a riqueza das tradições populares portuguesas, incluiu a entrega de placas comemorativas a representantes de 11 manifestações culturais recentemente inscritas no inventário. Para além das danças rituais dos Pauliteiros e das práticas do bombo, foram também distinguidas tradições como o Bolo de Tacho de Monchique, as Marchas Populares de Lisboa e a transumância da Serra da Estrela.
O evento serviu também para debater o futuro da salvaguarda deste património, num encontro que juntou especialistas e representantes locais. O objetivo, segundo a organização, é “reforçar a articulação” e “pensar modelos de gestão colaborativa” para que estas tradições se mantenham vivas.
O registo no inventário nacional é um passo fundamental e obrigatório para uma futura candidatura a Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, um estatuto que Portugal já detém para manifestações como o Fado, o Cante Alentejano e o Carnaval de Podence, outra tradição de Trás-os-Montes.
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