Portugal foi eleito esta quarta-feira membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com 134 votos em 191. Pela primeira vez na história diplomática nacional, a eleição foi garantida logo na primeira volta, assegurando um mandato para o biénio de 2027-2028.
Portugal garantiu um lugar no Conselho de Segurança da ONU, o principal órgão de manutenção da paz e segurança internacional, após obter 134 votos na Assembleia Geral realizada em Nova Iorque. O país ocupará, juntamente com a Áustria, os dois lugares destinados à Europa Ocidental, sucedendo à Grécia e à Dinamarca. Nesta votação, a Alemanha ficou excluída ao obter apenas 104 votos.
Além de Portugal e Áustria, foram eleitos o Zimbabué, Trinidad e Tobago e o Quirguistão, este último após quatro voltas de escrutínio contra as Filipinas. Este será o quarto mandato de Portugal no órgão, destacando-se o facto de ser a primeira eleição conseguida sem necessidade de sufrágios adicionais. O Conselho de Segurança é a única instância das Nações Unidas com competência para tomar decisões juridicamente vinculativas, incluindo a imposição de sanções e o uso da força.
O mandato bienal permite que os membros eleitos participem na votação de resoluções, embora sem o poder de veto reservado aos cinco membros permanentes. Em reação ao resultado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sublinhou o prestígio da política externa portuguesa e o trabalho diplomático realizado nos últimos anos. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, classificou a eleição como um momento histórico e um reconhecimento do multilateralismo nacional.
Também o Presidente da República, António José Seguro, destacou a credibilidade internacional do país e o compromisso com a paz e o desenvolvimento sustentável.


