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BOTICAS: ASSEMBLEIA APROVA MOÇÃO PELA SUSPENSÃO DA MINA DO BARROSO

A Assembleia Municipal de Boticas aprovou, por larga maioria, uma moção que exige a suspensão imediata do processo de exploração da mina de lítio do Barroso pela Savannah Resources. O documento, proposto pela CDU, manifesta oposição ao projeto e será remetido aos principais órgãos de soberania.

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A Assembleia Municipal de Boticas aprovou, por larga maioria, uma moção que exige a suspensão imediata do processo de exploração da mina de lítio do Barroso pela Savannah Resources. O documento, proposto pela CDU, manifesta oposição ao projeto e será remetido aos principais órgãos de soberania.


A Assembleia Municipal de Boticas aprovou, por larga maioria, uma moção apresentada pela CDU que exige a suspensão imediata do processo de exploração da mina do Barroso pela Savannah Resources. O documento, intitulado “As riquezas de Barroso são do povo!”, contou com o voto favorável de doze eleitos do PSD, dois do Chega e um da CDU, manifestando uma oposição institucional transversal ao projeto mineiro. Os deputados municipais alegam que o processo de concessão privilegia interesses de multinacionais e carece de transparência, adensando as reservas sobre a gestão dos recursos naturais da região.

A moção critica severamente a atribuição de um apoio financeiro de 110 milhões de euros à Savannah Resources, através da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. Segundo os eleitos locais, esta verba de dinheiros públicos deveria ser aplicada em infraestruturas fundamentais para o concelho, como habitação, saúde, transportes e educação, em vez de subsidiar uma empresa estrangeira. O texto refere ainda que a entrega de um dos maiores depósitos de lítio da Europa a entidades privadas ocorre sem a salvaguarda dos interesses nacionais e do bem-estar das populações locais.

O projeto mineiro, que obteve uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada em 2023, está previsto avançar com a fase de construção em 2027. Recentemente, o Ministério do Ambiente invocou o interesse público para permitir a retoma dos trabalhos geotécnicos, após uma suspensão judicial provocada por uma providência cautelar apresentada pelo Conselho Diretivo dos Baldios de Covas do Barroso. A moção agora aprovada em assembleia será remetida ao primeiro-ministro, ao presidente da Assembleia da República e aos diversos grupos parlamentares.


Redação

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