NACIONAL
DETIDAS 23 PESSOAS POR FRAUDE INFORMÁTICA DE 67 MILHÕES DE EUROS
O Ministério Público e a Polícia Judiciária detiveram 23 pessoas em duas operações distintas contra grupos criminosos especializados em “CEO Fraud”. As autoridades estimam que as organizações tenham movimentado cerca de 67 milhões de euros através de contas nacionais e estrangeiras.
O Ministério Público e a Polícia Judiciária detiveram 23 pessoas em duas operações distintas contra grupos criminosos especializados em “CEO Fraud”. As autoridades estimam que as organizações tenham movimentado cerca de 67 milhões de euros através de contas nacionais e estrangeiras.
As operações, realizadas esta quarta-feira, visaram redes suspeitas de criar sociedades de fachada e contas bancárias para a circulação de fundos de proveniência ilícita. Segundo o Ministério Público, uma das organizações, sob investigação desde 2021, operava sobretudo no norte do país através da falsificação de identidades de altos executivos para solicitar transferências bancárias fraudulentas. Nas buscas efetuadas, foram apreendidos equipamentos informáticos, telemóveis e vasta documentação bancária.
O segundo grupo detido atuaria desde o ano passado, tendo movimentado cerca de 50 milhões de euros num curto período entre o final de 2025 e o início de 2026. A Polícia Judiciária realizou 22 buscas domiciliárias de norte a sul do país, culminando na detenção de 12 indivíduos que ficaram sujeitos a medidas de coação. O método utilizado baseava-se no compromisso de contas de correio eletrónico e no envio de faturas falsas a empresas.
A criminalidade associada à “CEO Fraud” registou um aumento de 20% em 2025, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna. Com 192 incidentes reportados nesse período, este tipo de burla informática consolidou-se como uma das principais ameaças à segurança económica em Portugal, exigindo uma monitorização contínua das autoridades judiciais e policiais para travar o branqueamento de capitais.




