A administradora de insolvência do Boavista, Maria Clarisse Barros, anunciou o encerramento de todas as atividades do clube no Estádio do Bessa e espaços adjacentes. A decisão, que produz efeitos a 15 de julho, surge após o incumprimento das obrigações financeiras perante a massa insolvente.
A administradora de insolvência do Boavista Futebol Clube, Maria Clarisse Barros, anunciou esta quarta-feira que irá proceder ao encerramento definitivo de todas as atividades da instituição. A decisão será executada no próximo dia 15 de julho, pelas 15h30, abrangendo o Estádio do Bessa e todos os espaços adjacentes. Esta medida surge em sequência do incumprimento dos pressupostos estabelecidos na assembleia de credores para a manutenção da atividade do clube portuense.
De acordo com a informação enviada pela administradora, o Boavista não efetuou o depósito da verba necessária para assegurar as despesas correntes e o défice das modalidades relativo ao mês de junho. Maria Clarisse Barros referiu que não existe qualquer perspetiva de que os valores em falta, bem como os necessários para o mês corrente, sejam liquidados, o que tem levado a um agravamento sistemático das dívidas da massa insolvente.
O encerramento implica a cessação de todas as modalidades desportivas que ainda operavam sob a égide do clube. A administradora solicitou ainda que as chaves das instalações sejam entregues, totalmente desocupadas de pessoas e bens, até ao dia 31 de julho. Recorde-se que o Boavista enfrentava um processo de liquidação aprovado desde setembro de 2025, após ter acumulado um passivo superior a 150 milhões de euros.

