Um relatório do GPIAAF concluiu que o helicóptero do INEM acidentado em Mondim de Basto, a 2 de setembro de 2024, recebeu coordenadas geográficas incorretas. O documento aponta falhas na comunicação entre o CODU e as equipas no terreno, o que dificultou a localização exata da vítima a socorrer.
A investigação do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) determinou que o helicóptero do INEM acidentado em Mondim de Basto recebeu coordenadas geográficas erradas. O incidente, ocorrido a 2 de setembro de 2024, resultou de uma sucessão de falhas técnicas e comunicacionais que impediram a correta localização da pedreira onde se encontrava a vítima. Segundo o relatório final, os dados tiveram de ser convertidos manualmente antes da inserção no sistema de gestão de voo, o que gerou atrasos e confusão na cabine.
Enquanto a tripulação tentava a aterragem num local de risco, as equipas de socorro em terra haviam preparado um local alternativo no parque de merendas da Senhora da Graça. Contudo, esta informação nunca foi transmitida aos pilotos através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). A análise técnica destaca ainda o fenómeno de brownout, em que a visibilidade é anulada pela poeira levantada pelas pás. Apesar das hesitações do comandante e da passividade do copiloto face ao risco, a aproximação prosseguiu até à colisão com árvores.
O organismo recomenda agora ao INEM o fornecimento de coordenadas precisas e compatíveis com a navegação aérea. À Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil é solicitada a criação de uma lista de locais de aterragem seguros para estas missões de emergência. O documento sublinha a necessidade de rever o modelo de decisão do CODU para evitar a dispersão de dados críticos durante as operações de socorro aéreo.


