Um estudo da ConsumerChoice revela que 97% das famílias portuguesas opta por reutilizar material escolar no regresso às aulas, uma estratégia que visa aliviar o orçamento familiar e promover um consumo mais consciente.
A esmagadora maioria das famílias portuguesas, 97%, opta por reutilizar material escolar no regresso às aulas, uma tendência revelada por um estudo da ConsumerChoice divulgado a 24 de agosto de 2026. Esta prática reflete uma alteração nos hábitos de consumo, impulsionada tanto pela necessidade económica como por uma maior consciência sobre a durabilidade dos produtos.
Os artigos mais reaproveitados incluem mochilas, material de escrita e calculadoras, todos com 68% das respostas, seguidos pelos estojos, com 63%. A reutilização destes itens, que representam uma parte considerável do orçamento para o ano letivo, ajuda a mitigar o impacto financeiro. As motivações são claras: 39% dos inquiridos aponta a questão económica, e 36% refere o prolongamento da vida útil dos produtos. Embora a poupança seja determinante, a ideia de um consumo mais sensato e menos descartável ganha terreno.
A preparação para o novo ano letivo mantém-se predominantemente presencial. Sessenta e nove por cento dos participantes prefere adquirir o material em lojas físicas, sendo agosto o mês que concentra metade das compras. O processo familiar segue uma lógica de otimização: primeiro a verificação do que já existe, depois a elaboração da lista de necessidades, e só então a ida às compras.
Em contraste com a contenção nas compras de material, as atividades extracurriculares são uma área protegida. Oitenta e um por cento dos inquiridos considera-as importantes para o desenvolvimento dos estudantes.


