As recentes vagas de calor que afetaram a Europa poderão custar um por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia em dois mil e vinte e seis, equivalente a cerca de cento e oitenta mil milhões de euros.
As vagas de calor que fustigaram o continente europeu este ano poderão custar um por cento ao Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia em dois mil e vinte e seis, correspondendo a cerca de cento e oitenta mil milhões de euros. Esta estimativa, avançada pelo Triodos Bank, anularia a quase totalidade do crescimento económico de um vírgula um por cento previsto pela Comissão Europeia para o próximo ano.
A Europa viveu a meio de agosto o pico da sua quinta vaga de calor de dois mil e vinte e seis. Portugal escapou a esta vaga, mas cidades como Madrid rondaram os quarenta graus Celsius. Londres atingiu trinta e oito vírgula um graus Celsius, o dia mais quente do ano no Reino Unido, e Paris verificou temperaturas semelhantes, com oitenta distritos em alerta laranja. Lisboa, por contraste, registou vinte e oito graus Celsius.
A quebra de produtividade é o fator de maior impacto económico, especialmente em setores expostos e em países com baixa aclimatação ou reduzida penetração de ar condicionado. França é a economia mais afetada, seguida por Itália e Espanha. Os Países Baixos também preveem o crescimento anual quase anulado, enquanto a Polónia é menos impactada por ter registado menos dias de calor extremo. O estudo do Triodos Bank não incluiu Portugal nas suas análises diretas.
Outras instituições confirmam o impacto.


