O Primeiro-Ministro Luís Montenegro aproveitou o encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, para anunciar a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior e um novo regime de autonomia e governação para as escolas.
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro aproveitou o encerramento da Universidade de Verão do PSD, edição de dois mil e vinte e seis, em Castelo de Vide, para focar-se exclusivamente na área da Educação e defender o seu desempenho governamental. Anunciou a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior, concretizando a transição da Universidade Politécnica de Bragança. Complementarmente, referiu a futura implementação de um novo regime de autonomia e governação para as escolas, que incluirá a eleição geral dos diretores dos estabelecimentos de ensino não universitário.
Montenegro dedicou a sua intervenção a uma defesa da “determinação” do executivo, afirmando, num registo próximo da célebre máxima de Cavaco Silva, que o Governo “pode não acertar sempre, mas acerta quase sempre”. Esta defesa foi acompanhada por uma decisão consciente de não abordar publicamente outras matérias ou a ameaça de moção de censura do Chega. O próprio antecipou que seria criticado por ignorar esses temas. Apenas reconheceu que a digitalização dos exames nacionais “não correu bem”, expressando lamento, mas reiterando a convicção de que o “caminho correto” está a ser seguido.
Na sua explanação, o Primeiro-Ministro enumerou diversos dados considerados positivos no Ensino Superior. Destacou o aumento de vinte e cinco por cento no número de candidatos e catorze por cento nos colocados na primeira fase do concurso nacional.


