O Presidente da República, António José Seguro, defendeu na sexta-feira, em Vila Real, que a cultura é um pilar estruturante da coesão territorial, advertindo durante a entrega do Prémio D. Diniz na Casa de Mateus que a desvalorização do interior empobrece todo o país e perpetua assimetrias que urge combater.
O Presidente da República, António José Seguro, realizou na sexta-feira uma visita oficial ao distrito de Vila Real, culminando a sua deslocação com uma intervenção na Fundação da Casa de Mateus. No decurso da sessão solene de entrega do Prémio D. Diniz 2026 à escritora luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida, pela obra «Livro da Doença», o Chefe de Estado advertiu que Portugal não se pode dar ao luxo de negligenciar o interior.
O périplo iniciou-se durante a tarde no concelho de Chaves, onde visitou o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA), edifício projetado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira. Já em Vila Real, António José Seguro foi recebido pela presidente da fundação, Teresa Albuquerque, pelo presidente da autarquia, Alexandre Favaios, e pela vereadora da Cultura, Mara Minhava.
No seu discurso, o Chefe de Estado vincou que «o interior não é uma margem de Portugal, é parte integrante do seu centro histórico, cultural, económico e humano». Para Seguro, «um país mais coeso é um país em que o código postal não determina as possibilidades de cada cidadão». O Presidente defendeu uma articulação entre a administração central, municípios, empresas e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
A cerimónia, cujo júri reuniu Fernando Pinto do Amaral, Pedro Mexia e Mário Cláudio, incluiu uma visita guiada às obras da Casa das Japoneiras, conduzida pelo arquiteto Nuno Mateus, tendo o Presidente assinado o Livro de Honra.


