O selecionador francês, Didier Deschamps, revelou em entrevista ao jornal Ouest-France que o golo de Éder na final do Euro 2016 seria anulado se existisse videoárbitro. Segundo o técnico, a informação foi transmitida pela FIFA, devido a uma falta no início da jogada sobre Antoine Griezmann.
Didier Deschamps recordou as derrotas nas finais do Euro 2016 e do Mundial 2022, sublinhando o impacto emocional de ambos os momentos na sua carreira. Em entrevista ao diário francês Ouest-France, o selecionador da França revelou ter sido informado, durante uma reunião oficial da FIFA, que o golo decisivo de Éder em 2016 teria sido invalidado caso a tecnologia do videoárbitro estivesse em vigor na altura.
De acordo com a explicação fornecida ao técnico, teria ocorrido uma infração de João Moutinho sobre Antoine Griezmann no início da jogada que culminou no único golo da partida, disputada no Stade de France. Apesar desta revelação técnica, Deschamps reconheceu que o dado não altera o curso da história nem o resultado que deu o título europeu à seleção de Portugal.
O selecionador, que assumiu o cargo em 2012 e conquistou o Mundial 2018 e a Liga das Nações 2021, descreveu estas finais perdidas como grandes desilusões. Comparando as duas ocasiões, Deschamps admitiu que o desaire no Catar, em 2022, foi mais difícil de suportar pela dimensão global de um Campeonato do Mundo.
Em relação a 2016, o técnico lamentou a oportunidade perdida de quebrar um jejum de títulos que durava desde o ano 2000. Didier Deschamps confirmou ainda que deixará o comando técnico da seleção francesa após o Campeonato do Mundo de 2026, encerrando um ciclo de catorze anos à frente da equipa gaulesa.


