O ator Richard Gere e a opositora venezuelana María Corina Machado apresentaram visões opostas sobre a administração dos Estados Unidos no Oslo Freedom Forum. Enquanto Machado elogiou o apoio de Donald Trump, Gere criticou severamente a postura transacional do presidente norte-americano.
O Oslo Freedom Forum foi palco de um contraste diplomático entre duas figuras de relevo internacional. A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, defendeu o valor estratégico da administração de Donald Trump para a reconstrução económica e transição democrática na Venezuela. Em sentido contrário, o ator e ativista Richard Gere descreveu o atual momento político como um período de retrocesso, manifestando preocupação com o desmantelamento das instituições democráticas americanas.
Em conferência de imprensa, Gere abordou a situação do Tibete e de Taiwan, temendo que estas causas sejam utilizadas como moeda de troca nas negociações entre Washington e Pequim. Acompanhado por Tencho Gyatso, presidente da Campanha Internacional pelo Tibete, o ator enfatizou que a resolução de conflitos globais exige uma abordagem complexa e não puramente transacional, como a que atribui ao atual inquilino da Casa Branca. Gere criticou a visão de curto prazo da presidência, esperando um futuro regresso à racionalidade.
Para além das questões geopolíticas asiáticas, Richard Gere destacou o trabalho da sua fundação na proteção dos povos indígenas, nomeadamente na Amazónia. Em colaboração com a Survival International, o ativista sublinhou a importância vital destas comunidades na preservação ambiental, descrevendo as florestas tropicais como os pulmões do planeta. Gere defendeu que os direitos civis e humanos das populações tribais devem ser integrados no desenvolvimento sustentável das regiões que habitam.


