A greve geral convocada pela CGTP para esta quarta-feira deverá causar fortes perturbações em setores estratégicos como transportes, saúde, educação e administração pública. O protesto visa contestar a proposta de revisão da legislação laboral aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros.
A paralisação, anunciada no Dia do Trabalhador, conta com a adesão de dezenas de sindicatos e federações em todo o país. O setor dos transportes será um dos mais afetados, com pré-avisos na CP, Metropolitano de Lisboa, Carris e STCP.
A CP alertou para constrangimentos entre 2 e 4 de junho, enquanto o Metro de Lisboa suspende a circulação na noite de terça-feira. Na aviação, o SNPVAC e o Sitava preveem o cancelamento de cerca de 500 voos, afetando companhias como a TAP, SATA e Ryanair, embora existam serviços mínimos para rotas essenciais. Na saúde, a FNAM e o SEP confirmaram a adesão de médicos e enfermeiros, garantindo-se apenas cuidados críticos.
A educação enfrentará dificuldades, coincidindo a greve com as provas de Português do 6.º ano, embora o Ministério da Educação preveja a realização dos exames. A administração pública, autarquias e higiene urbana também registarão perturbações, com o STAL a antecipar impactos na recolha de resíduos.
Outros setores, como telecomunicações, comércio e a indústria — incluindo o Parque Industrial da Autoeuropa —, aderiram ao protesto. Enquanto a CGTP defende a necessidade de travar o que considera um ataque aos direitos laborais, a UGT optou por não aderir, aguardando pelo debate parlamentar.
Esta jornada de luta perfila-se como uma das maiores mobilizações laborais dos últimos anos, refletindo a contestação generalizada às alterações nas leis do trabalho.


