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MATOSINHOS: QUARTAS-FEIRAS SÃO DIAS DO “COMBOIO DE BICICLETAS”

As quartas-feiras passaram a ser dias “diferentes e fixes” para os alunos das escolas da Ermida e Padre Manuel de Castro, em Matosinhos, porque a chegada não se faz a pé ou de carro, mas num comboio de bicicletas.

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As quartas-feiras passaram a ser dias “diferentes e fixes” para os alunos das escolas da Ermida e Padre Manuel de Castro, em Matosinhos, porque a chegada não se faz a pé ou de carro, mas num comboio de bicicletas.

Eram perto das 09:00 quando, já próximo da Escola Básica da Ermida, em São Mamede de Infesta, concelho de Matosinhos, no distrito do Porto, se avistou a chegada de um comboio, não de um comboio sobre carris e movido a eletricidade, mas um comboio de 27 crianças de bicicletas acompanhadas de maquinistas, igualmente de bicicletas, que têm como função não verificar se os passageiros têm bilhete, porque é gratuito, mas se chegam à escola em segurança.

O comboio de bicicletas, projeto que está a ser implementado em Matosinhos, tem, à semelhança dos comboios tradicionais hora de saída e chegada, assim como alguns atrasos, e paragens.

Para o apanhar não é preciso ser portador de qualquer bilhete, mas sim ser criança, frequentar as escolas do concelho, ter bicicleta e capacete e, às quartas-feiras, estar na paragem indicada para não perder o comboio e, assim, chegar quando soar o toque de entrada.

Os alunos chegaram a horas, em segurança, divertidos, muito contentes e sob o olhar curioso e atento dos colegas que, já no interior da escola e encostados aos gradeamentos, atiravam um “yeah” ou um simples olá.

“Andar de bicicleta é muito fixe, gosto muito”, confessou à Lusa Leonardo Cavalcante, de 6 anos, que, juntamente com o irmão, apanhou o comboio por volta das 08:05 no qual percorreu cerca de quatro quilómetros até chegar ao destino onde estava a avó com a mochila, porque vir com ela “era pesado”.

A mãe, Laura Cavalcante, que acha este comboio uma excelente iniciativa, afirmou que andar de bicicleta é algo que toda a gente deveria fazer, porque é um excelente meio de transporte, uma boa alternativa ao carro e ótimo para o ambiente.

Com três filhos, dois dos quais já utilizadores deste comboio, Laura Cavalcante, que anda de bicicleta desde os tempos de faculdade, quer que os filhos entendam que a bicicleta é um meio de transporte e tem muitas vantagens.

E que o diga Alice Ribeiro, de 9 anos, que disse que os “carros causam poluição”, por isso, sempre que puder, vai apanhar o comboio de bicicletas.

E acrescentou: “É muito fixe e não é muito perigoso, temos só de ter cuidado a andar”.

E, por falar em cuidados, o colega, João Teixeira, também com 9 anos, enumerou-os todos: usar capacete, parar nos semáforos, não passar à frente do maquinista e dar espaço a quem vai à frente.

E, se cumprirem estes requisitos, chegam em segurança e ajudam o ambiente, comentou.

“As portas das escolas são, provavelmente nas horas de ponta, os sítios mais poluídos das cidades, devido à grande concentração de carros”, afirmou João Araújo, impulsionador deste projeto em Matosinhos e pai de um dos alunos utilizadores do comboio.

Além de ser bom para o ambiente, esta iniciativa é benéfica para as crianças, porque lhes dá autonomia, autoestima, responsabilidade e divertimento, salientou, reforçando que “é seguro pedalar até à escola”.

O percurso demora cerca de 25 a 30 minutos, tem perto de 10 paragens, as crianças têm seguro e os maquinistas são pais ou apaixonados pelas bicicletas, por isso, tem tudo para correr bem, sublinhou João Araújo.

Este comboio de bicicletas ainda está numa fase piloto, sendo objetivo da autarquia estendê-lo a todas as escolas do concelho, referiu o vice-presidente e responsável pelo pelouro da mobilidade, Carlos Mouta.

“Estamos a falar de crianças muito pequeninas, do primeiro ciclo, e a ideia é que elas depois transportem isto para o secundário e mantenham este hábito de usar a bicicleta como meio de transporte”, concluiu.

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PORTO: “METROBUS” PRONTO ATÉ AGOSTO E PRIMEIRO VEÍCULO CHEGA EM SETEMBRO

O prazo para a conclusão da obra de conceção e construção do ‘metrobus’ do Porto tem como data limite 23 de agosto e o primeiro veículo a hidrogénio deverá chegar entre o final de setembro e início de outubro, avançou a Metro do Porto.

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O prazo para a conclusão da obra de conceção e construção do ‘metrobus’ do Porto tem como data limite 23 de agosto e o primeiro veículo a hidrogénio deverá chegar entre o final de setembro e início de outubro, avançou a Metro do Porto.

Numa resposta escrita enviada ao grupo de trabalho da Assembleia Municipal do Porto que acompanha os investimentos no transporte público, a que a Lusa teve hoje acesso, o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Tiago Braga, indica que a obra do metrobus, que ligará a Casa da Música à Praça do Império, tem “como data limite 23.08.2024”, estando já incluídos 30 dias para ensaios de todos os sistemas.

Tiago Braga esclarece que a diferença temporal entre a data inicialmente avançada prende-se com a alteração do anteprojeto, o desenvolvimento de estudos e a alteração do faseamento construtivo previsto para “dar cumprimento à obrigatoriedade imposta pelo município de manter sempre em funcionamento duas vias de circulação rodoviária em cada sentido na Avenida da Boavista”.

Segundo a Metro, a empreitada definia inicialmente a ocupação de uma via em cada sentido e das duas vias centrais, deixando livre uma via de trânsito em cada sentido.

“Pelo que para a Avenida da Boavista contemplava apenas quatro fases para a execução dos trabalhos”, refere, notando que a necessidade, por decisão do município, de assegurar duas vias em cada sentido, levou a uma reformulação.

Tal, impossibilitou a ocupação da zona central da avenida, diminuiu a área do estaleiro e dificultou a execução dos trabalhos das várias infraestruturas, indica Tiago Braga.

“Dada a necessidade de assegurar o espaço das vias para o transporte rodoviário, o espaço disponível para a circulação pedonal foi também reduzido e foi necessário criar mais de 10 fases distintas de ocupação que, pela sua complexidade de implementação e situações normais de obra, se dilataram também no tempo”, refere.

Tiago Braga indica ainda que a Águas e Energia do Porto apelou a que, “dado o elevado estado de deterioração das suas infraestruturas” fossem realizados trabalhos “de grande envergadura” na rua de João Grave e do Pinheiro Manso, “que é precisamente o troço com o fluxo rodoviário mais elevado”.

“Uma empreitada desta dimensão, aliada ao volume de trabalhos de infraestruturas hidráulicas realizados, cujo montante já realizado ascende a cerca de 2,5 milhões de euros, tem necessariamente impacto significativo ao nível da acessibilidade e conforto de quem vive e circula na área de intervenção, sobretudo quando executados num contexto de grande condicionamento espacial como foi o caso”, observa.

Tiago Braga refere ainda que a empreitada foi “fortemente condicionada pelo exíguo espaço disponível”.

“O trabalho desenvolvido foi muito para além da implementação de uma nova tipologia de transporte, servindo também para a reabilitação infraestrutural de uma das artérias mais importantes da cidade do Porto”, acrescenta.

Questionado sobre quando chegará o material circundante, Tiago Braga esclarece que o primeiro dos 12 veículos chegará entre o final de setembro e início de outubro, “sendo ainda expectável que os veículos necessários para a exploração da primeira fase do BRT sejam entregues até ao final do presente ano”.

O presidente do Conselho de Administração da Metro indica ainda estar previsto que a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) inicie a operação do ‘metrobus’ com autocarros elétricos “durante o período transitório que for necessário após a conclusão da empreitada de construção do canal do BRT”.

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SANTARÉM: FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA ULTRAPASSA 185 MIL VISITANTES

Mais de 185 mil visitantes passaram pela Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, durante nove dias do certame que contou com cerca de 700 expositores diretos.

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Mais de 185 mil visitantes passaram pela Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, durante nove dias do certame que contou com cerca de 700 expositores diretos.

A edição comemorativa dos 70 anos da Feira do Ribatejo, 60 da Feira Nacional de Agricultura (FNA) e 30 do CNEMA – Centro Nacional de Exposições, terminou, no domingo, com “balanço positivo”, disse hoje à agência Lusa o diretor do certame, Luis Mira.

“Os expositores ficaram muito agradados com a forma como decorreu esta feira, com negócios realizados e com muitos contactos feitos”, considerou.

O evento, aberto ao público entre os dias 08 e 16 de junho atraiu, segundo a organização, mais de 185 mil visitantes, que “manifestaram positivamente opinião e que tiveram condições ótimas para visitar a feira”, acrescentou Luis Mira.

Na vertente técnica, a edição 2024 foi marcada pela realização de 38 conferências, seminários e palestras “para chamar a atenção e apresentar soluções para o setor agrícola”, contabilizou Luis Mira, explicando que este ano esteve em foco “a Pecuária Extensiva, já que é uma atividade que ocupa uma área de 64% da superfície agrícola útil portuguesa”.

“A última Política Agrícola Comum (PAC) tratou mal esta área do país, que é mais de metade e que é necessário ajustar e mudar”, vincou.

A feira foi também o local escolhido para a realização da 11.ª Conferência dos Jovens Agricultores (durante a qual foi apresentado o estudo de avaliação da instalação de jovens agricultores em Portugal nos últimos dez anos) e da Conferência Ibérica que contou com a presença de deputados portugueses e espanhóis.

Com cerca de 700 expositores diretos, a FNA contou, como habitualmente, com pontos fulcrais como o Salão Prazer de Provar, Exposição de Maquinaria e Equipamentos, a mostra de raças autóctones portuguesas e a área dedicada à gastronomia, entre outros atrativos, complementados nesta edição com a ‘Fnazinha’, um espaço dedicado a “cativar as crianças para a realidade do mundo agrícola, da sustentabilidade e da alimentação saudável”, refere um comunicado da organização.

Com “espaço para crescer, se houver mais expositores”, a FNA atingiu “quase todos o dias a fasquia dos 10 mil visitantes”, numa edição em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou o CNEMA com a Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Agrícola e a Câmara de Santarém atribuiu-lhe a Medalha de Ouro da cidade.

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