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ONDA DE CALOR LEVA SINDICATOS E DIRETORES A PEDIR FECHO DE ESCOLAS

Perante a previsão de temperaturas acima de 40 graus, o sindicato SPLIU e a associação de diretores ANDAEP pedem ao Ministério da Educação o encerramento antecipado do ano letivo e o adiamento de exames nacionais. A medida segue exemplos europeus devido à falta de condições térmicas nas escolas.


Vários países europeus, incluindo França e Luxemburgo, decidiram implementar medidas de emergência devido à onda de calor prevista para esta semana. Em França, as escolas estarão encerradas na segunda e terça-feira em diversas regiões. Em Portugal, a subida das temperaturas, com previsões acima dos 40 graus em várias zonas do interior, motivou reações do setor educativo sobre a segurança de alunos e professores em salas sem isolamento térmico.

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) solicitou formalmente ao ministro da Educação, Fernando Alexandre, a antecipação do final do ano letivo para o pré-escolar e o primeiro ciclo. O sindicato pretendia que as atividades tivessem cessado a 19 de junho, em vez do termo previsto a dia 30. A estrutura sindical requereu ainda o reagendamento dos exames nacionais agendados para esta semana, abrangendo disciplinas como História, Matemática e Física e Química.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), reforçou a necessidade de sensibilidade por parte da tutela. O dirigente destacou que a maioria do parque escolar português é composto por edifícios do século passado, sem eficiência térmica ou sistemas de climatização. A ANDAEP sugere que o encerramento seja avaliado distritalmente, focando-se nas zonas mais atingidas pelo calor extremo.

Questionado sobre a possibilidade de alteração de calendários ou exames, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação optou por não responder. O adiamento das provas nacionais é considerado um processo complexo pela direção escolar, embora o bem-estar dos alunos seja priorizado perante condições que tornam a permanência em aula insuportável.


Redação

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