ECONOMIA & FINANÇAS
INFLAÇÃO ATINGE MÁXIMO DO ANO EM JULHO, PUXADA PELA ALIMENTAÇÃO
Dados confirmados pelo INE mostram que a taxa de inflação acelerou para 2,6%. A subida de preços foi impulsionada pelos alimentos não transformados, como a fruta, que subiu 10%. Em sentido inverso, os saldos fizeram descer os preços do vestuário.
A taxa de inflação em Portugal acelerou para 2,6% em julho, o valor mais alto registado desde o início do ano. Os dados, confirmados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que a subida do custo de vida foi impulsionada, sobretudo, pelo aumento dos preços dos produtos alimentares não transformados.
O principal motor da subida foi o índice referente aos “produtos alimentares não transformados”, que, segundo o INE, “acelerou pelo sexto mês consecutivo, para 6,1%”. Dentro desta categoria, o instituto destaca o caso da fruta, que registou uma “variação homóloga de 10%, superior em 5,7 pontos percentuais à taxa observada no mês anterior”. Para a subida geral dos preços contribuíram também os setores da restauração e hotelaria.
Em sentido contrário, a travar uma aceleração ainda maior da inflação esteve a categoria do “Vestuário e calçado”. Influenciada pela habitual época de saldos de verão, esta rubrica registou uma diminuição de preços de 2,0% em termos homólogos, uma queda mais acentuada do que a de 1,0% registada em junho.
Esta subida da inflação para o valor mais elevado de 2025 significa uma perda de poder de compra para as famílias, que sentem no supermercado o maior impacto do aumento de preços.
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