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BRAGANÇA: TRABALHADORES DA FAURECIA VOLTAM À GREVE
O sindicato SITE-NORTE aponta para uma adesão entre 70% e 80%. Os trabalhadores da fábrica de componentes automóveis queixam-se do aumento dos lucros sem reflexo nos salários e de um sistema de avaliação de desempenho que consideram “injusto”. A empresa ainda não reagiu.
Entre 70% e 80% dos trabalhadores da fábrica da Faurecia, em Bragança, aderiram à greve desta quinta-feira, convocada para exigir melhores salários e um sistema de avaliação de desempenho mais justo. Segundo o sindicato SITE-NORTE, este é o segundo protesto no espaço de um mês, perante a alegada recusa da administração em negociar.
“Os trabalhadores estão cansados de ver aumentar os lucros e os salários não acompanharem esse crescimento”, explicou à Lusa o dirigente sindical Márcio Pinheiro. Para além de um “aumento salarial”, os grevistas exigem o fim do atual sistema de avaliações, cujos critérios consideram “injustos” e que, segundo denunciam, são alterados sem aviso prévio.
Este protesto surge um mês depois de uma primeira concentração, a 22 de julho, com as mesmas reivindicações. No entanto, de acordo com o sindicato, a direção da empresa “não mostrou nenhuma vontade de reunir para resolver a situação”, o que torna as negociações “difíceis”.
A Faurecia, uma fábrica de componentes para automóveis, é uma das maiores empregadoras da região, com cerca de 450 trabalhadores, e tem sido palco de greves sucessivas nos últimos anos.
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