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FUNDÃO: “INCÊNDIO APAGADO” MAS VIGILÂNCIA CONTINUA
O autarca Paulo Fernandes anuncia que não há frentes ativas no concelho, mas muitos recursos continuam no terreno para consolidar um “perímetro absolutamente gigantesco” e evitar reacendimentos. O foco passa agora a ser a avaliação dos “estragos gigantes”. O fogo com origem em Arganil já queimou, no total, mais de 53 mil hectares.
O incêndio que fustigou o concelho do Fundão nos últimos dias está “apagado”, não tendo nesta sexta-feira “nenhuma frente ativa”, anunciou o presidente da Câmara, Paulo Fernandes. No entanto, o autarca sublinha que o trabalho está longe de terminar, com as atenções focadas agora na consolidação de um “perímetro absolutamente gigantesco” para evitar reacendimentos.
Em declarações à Lusa esta manhã, Paulo Fernandes explicou que, após uma noite “muito dura” de combate na Serra da Gardunha, a situação está controlada. “Agora (…) vamos esperar que o dia continue de feição e começar a olhar para um conjunto de estragos gigantes e tentar passar a página para (…) começarmos a pensar como recuperar desta tragédia”, afirmou.
O autarca destacou que o perigo para as aldeias foi afastado na tarde de quinta-feira e que, durante a noite, não houve novas ameaças a povoações. Ainda assim, realçou que são precisos “ainda muitos recursos” para a fase de vigilância, de modo a não “estragar todo este esforço brutal” feito nas últimas 48 horas.
Este incêndio, que atingiu o Fundão, teve origem no Piódão, em Arganil, há mais de uma semana. Segundo dados oficiais, este megafogo foi responsável, até agora, pela destruição de mais de 53 mil hectares, espalhando-se por sete concelhos de três distritos. A nível nacional, a área ardida este ano já ascende a 234 mil hectares.
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