INTERNACIONAL
KREMLIN REAGE A TRUMP: “NENHUMA SANÇÃO VAI MUDAR O RUMO DA GUERRA”
Após o maior ataque aéreo russo à Ucrânia, que fez várias vítimas e atingiu a sede do Governo em Kiev, o Kremlin afirmou que novas sanções não forçarão Moscovo a mudar de rumo. A declaração surge depois de Donald Trump admitir um reforço das sanções e enquanto delegações da UE e dos EUA se reúnem em Washington para gizar um plano conjunto para enfraquecer a economia de guerra russa.
O Kremlin reagiu com desafio, esta segunda-feira, à ameaça de novas sanções por parte dos Estados Unidos, garantindo que nenhuma medida punitiva será “capaz de forçar a Rússia a mudar de rumo” em relação à Ucrânia. A declaração surge um dia depois de o Presidente Donald Trump ter admitido um reforço das sanções, na sequência do maior ataque aéreo russo a território ucraniano desde o início da guerra.
A troca de declarações acontece enquanto a Ucrânia ainda contabiliza os estragos do ataque de domingo. Os serviços de emergência encontraram mais um corpo nos escombros de um edifício onde já tinham morrido uma jovem mãe e o seu bebé de dois meses. O ataque, com mais de 800 ‘drones’, atingiu pela primeira vez a sede do Governo em Kiev, uma central térmica e matou sete cavalos de competição num centro equestre.
Em resposta, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu mais pressão sobre o líder russo. Essa pressão parece estar a ser coordenada: o enviado da União Europeia para as sanções viajou para Washington para, segundo fontes diplomáticas, “gizar um plano conjunto para enfraquecer a máquina de guerra” de Vladimir Putin.
Donald Trump, que já tinha ameaçado Putin no passado sem consequências concretas, afirmou no domingo estar pronto para avançar com mais sanções e apelou aos europeus para que deixem de comprar petróleo russo e pressionem economicamente a China pelo seu apoio a Moscovo.
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