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MIGUEL OLIVEIRA DESPEDE-SE DO MOTOGP COM 11º LUGAR E “BURN-OUT ICÓNICO” EM VALÊNCIA

O piloto português terminou a sua última corrida na categoria ‘rainha’ com uma recuperação de sete lugares, numa prova ganha por Marco Bezzecchi (Aprilia). Na despedida, Miguel Oliveira queimou o pneu da sua Yamaha “até arder” e deixou um aviso à marca japonesa: “Falta-lhe muito nas retas”. O piloto ruma às Superbikes em 2026.

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Miguel Oliveira (Yamaha) concluiu este domingo a sua carreira no Campeonato do Mundo de MotoGP com um 11.º lugar no Grande Prémio da Comunidade Valenciana, 22.ª e última prova da temporada. Numa corrida positiva, o piloto luso recuperou sete posições, terminando a 19,3 segundos do vencedor, o italiano Marco Bezzecchi (Aprilia).

A corrida foi dominada pela Aprilia. Marco Bezzecchi, que partiu da ‘pole’, somou a sua segunda vitória consecutiva (terceira da época), apesar da pressão final de Raúl Fernández, que garantiu uma “dobradinha” para a marca italiana, algo que não acontecia desde 2023. Fábio DiGiannantonio (Ducati) foi terceiro.

Para Miguel Oliveira, esta foi uma “corrida positiva”. O português arrancou de 18.º, mas fez um excelente arranque que o colocou em 14.º logo na primeira volta. Após várias batalhas em pista e beneficiando de algumas quedas (como a de Quartararo), Oliveira cruzou a meta na 11.ª posição. “Os técnicos conseguiram fazer um pequeno ajuste hoje, senti-me melhor. O arranque já foi muito melhor […] Consegui encontrar um bom ritmo”, explicou o português, considerando o resultado “um regresso à normalidade”.

O momento mais emotivo foi no final. Miguel Oliveira despediu-se do MotoGP com um “burn-out” que levou o pneu traseiro ao limite: “O regresso à boxe foi brutal. Levei o pneu até à lona e o pneu começou todo a arder. Foi icónico”, descreveu à Sport TV.

Apesar da despedida, o piloto português, que em 2026 ruma à BMW nas Superbikes, deixou um último recado à Yamaha: “Falta-lhe muito nas retas. A Yamaha tem de se apressar a fazer um motor mais competitivo”.

Miguel Oliveira fecha o Mundial de MotoGP na 20.ª posição, com 43 pontos. O título já tinha sido conquistado pelo espanhol Marc Márquez (Ducati), que sela o seu sétimo campeonato na categoria rainha.


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Redação

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