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VILA REAL: GREVE ENCERRA ESCOLAS, FÁBRICAS E DEIXA HOSPITAL EM “MÍNIMOS”

A Greve Geral desta quinta-feira, convocada pela CGTP e UGT, paralisou serviços fundamentais em todo o distrito de Vila Real. O setor da educação foi o mais afetado, com o encerramento massivo de escolas, mas a saúde e o setor privado também registaram adesões significativas, deixando hospitais a meio gás e fábricas paradas.

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O distrito de Vila Real acordou hoje sob o forte efeito da Greve Geral. O setor da educação foi o mais atingido, com uma adesão em massa que levou ao encerramento de vários estabelecimentos de ensino. Na capital de distrito, não houve aulas nas secundárias de S. Pedro, Camilo Castelo Branco, Morgado Mateus e Jerónimo do Amaral. O cenário repetiu-se nos concelhos de Mondim de Basto, Murça, Mesão Frio, Alijó e Pinhão, onde os agrupamentos fecharam portas, bem como em Santa Marta de Penaguião e em Chaves (escolas Júlio Martins e Nadir Afonso).

Na saúde, os números também são expressivos. O Hospital de Vila Real regista uma adesão de 60%, enquanto no Hospital de Chaves apenas funcionam os serviços mínimos. Destaque ainda para a ULS Nuno Grande, em Vila Real, onde a adesão dos enfermeiros foi total.

A paralisação estendeu-se ao setor privado e aos transportes. A União dos Sindicatos de Vila Real confirmou adesões significativas nos Transportes Públicos Urbanos, na fábrica de cogumelos e na Aumovio (antiga Continental).

Paula Dias, coordenadora da União de Sindicatos, afirmou que o protesto visa “travar a proposta laboral do Governo”, classificando-a como um retrocesso nos direitos. Para as 15h00 desta tarde, está agendada uma concentração na Avenida Carvalho Araújo para encerrar a jornada de luta.


 

Redação

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