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112: DOIS TERÇOS DAS CHAMADAS SÃO “INDEVIDAS” E DIFICULTAM SOCORRO A QUEM PRECISA

Apenas um terço das 5,4 milhões de chamadas feitas para o 112 no ano passado eram verdadeiras emergências. A PSP alerta, no Dia Europeu do 112, que as chamadas falsas ou “de bolso” estão a congestionar o sistema. As autoridades pedem à população que use o SNS 24 para situações de saúde não urgentes, reservando o 112 para risco de vida.

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O número europeu de emergência (112) recebeu mais de 5,4 milhões de chamadas em Portugal durante o ano passado, mas apenas uma em cada três correspondeu a uma situação de socorro efetivo. Os dados foram revelados esta quarta-feira pela Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito do Dia Europeu do 112.

Segundo a PSP, o serviço atendeu uma média diária de 14.840 chamadas, com um tempo de resposta a rondar os 11 segundos. No entanto, o sistema enfrenta uma pressão elevada devido ao uso incorreto: cerca de 66% dos contactos (2,7 milhões) foram classificados como “chamadas indevidas”. Esta categoria inclui brincadeiras, enganos e as chamadas de bolso (‘pocket calls’), que representam uma fatia significativa das ligações abandonadas (22%).

Das situações reais de emergência (1,4 milhões), a grande maioria (85%) deveu-se a doença súbita ou trauma com risco de vida, seguidas de alertas para crimes em curso (77 mil) e sinistralidade rodoviária (56 mil). A PSP apela aos cidadãos para que libertem a linha 112 para situações de risco de vida, utilizando o SNS 24 (808 24 24 24) ou as esquadras locais para casos não urgentes.


Redação

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