ECONOMIA & FINANÇAS
ECONOMIA: DÉFICE COMERCIAL AGRAVA-SE 778 MILHÕES COM QUEDA NAS EXPORTAÇÕES
O défice comercial de Portugal subiu para 2.510 milhões de euros em janeiro, impulsionado por uma queda de 14,1% nas exportações. O recuo nas vendas de produtos químicos para a Alemanha e de combustíveis para Espanha foram determinantes para o agravamento do saldo negativo.
A balança comercial de bens em Portugal registou um agravamento do défice em 778 milhões de euros no primeiro mês de 2026, fixando-se nos 2.510 milhões de euros. Segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações sofreram um recuo acentuado de 14,1%, enquanto as importações registaram uma descida mais moderada de 2,5%.
Esta evolução negativa foi fortemente influenciada pela quebra nos fornecimentos industriais, especialmente produtos químicos, e pela redução nas vendas de combustíveis e lubrificantes.
Este último setor foi afetado não só pela descida de preços e volumes, mas também pela paragem de unidades da refinaria nacional ocorrida no final de 2025.
Ao nível dos parceiros internacionais, a Alemanha registou a maior quebra nas exportações portuguesas (-44,3%), seguida de Espanha (-7,4%). No capítulo das importações, destaca-se a queda abrupta vinda da Irlanda (-85,9%) e o crescimento dos fluxos oriundos dos Países Baixos.
O INE revelou ainda alterações no “top 10” dos destinos nacionais em 2025: Angola regressou ao grupo dos dez principais parceiros, substituindo Marrocos. Nas importações, a China subiu para a quinta posição, ultrapassando a Itália, consolidando a sua relevância estratégica no fornecimento de bens ao mercado nacional.




