O preço do cabaz de produtos alimentares essenciais atingiu um novo máximo histórico, fixando-se nos 254,32 euros na semana de 19 de março. Segundo a monitorização da DECO Proteste, este conjunto de 63 bens básicos registou o valor mais alto desde que a organização iniciou o acompanhamento, em 2022.
Apenas desde o início de 2026, o custo deste cabaz já encareceu mais de 12 euros, o que representa uma subida superior a 5% em menos de três meses.
A análise detalhada revela que, na última semana, os cereais de fibra e o pão de forma foram os produtos com os aumentos percentuais mais expressivos. Numa perspetiva de longo prazo, o cenário é ainda mais gravoso para o orçamento das famílias: em comparação com o início de 2022, o mesmo conjunto de alimentos custa agora mais 66,62 euros, uma subida de 35%.
Entre os produtos que mais encareceram desde o início da análise destacam-se a carne de novilho, com um aumento de 121%, os ovos e a couve-coração, evidenciando uma pressão inflacionista contínua nos bens de primeira necessidade.


