Portugal apresenta uma das cargas fiscais mais elevadas da União Europeia no setor da energia, sendo apenas superado pela Dinamarca e pela Suécia.
Segundo dados do Eurostat divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o peso de taxas e impostos na fatura da eletricidade atingiu os 34% em 2025, um aumento face aos 31% registados no ano anterior. Este agravamento deveu-se, sobretudo, ao crescimento dos Custos de Interesse Económico Geral (CIEG).
No caso do gás natural, a carga fiscal fixa-se nos 30%, a terceira mais alta entre os 27 Estados-membros, atrás dos Países Baixos e da Dinamarca. Apesar da elevada pressão fiscal, os preços finais pagos pelos consumidores domésticos portugueses mantiveram-se abaixo da média da União Europeia e da Zona Euro no segundo semestre de 2025.
Na eletricidade, os valores foram inclusivamente inferiores aos praticados em Espanha. Já no gás natural, embora o preço médio em Portugal seja mais baixo do que a média europeia, o custo suportado pelas famílias portuguesas foi superior ao registado no país vizinho.


