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MONTALEGRE: EX-VICE PRESIDENTE NEGA FAVORECIMENTOS EM JULGAMENTO (MURÇA)
David Teixeira, ex-vice-presidente de Montalegre, negou em tribunal a existência de um plano para favorecer amigos e familiares em concursos públicos. O arguido, detido na Operação Alquimia, responde por 164 crimes em Murça, num processo que envolve 59 arguidos por suspeitas de corrupção e prevaricação.
O ex-vice-presidente da Câmara de Montalegre, David Teixeira, negou em tribunal qualquer envolvimento num plano de favorecimento pessoal ou familiar em concursos públicos.
No depoimento prestado no Tribunal de Murça, o antigo autarca, detido em 2022 no âmbito da Operação Alquimia, refutou as acusações de associação criminosa e prevaricação, classificando como infundada a tese do Ministério Público. David Teixeira, que responde por 164 crimes, assegurou que nunca foi abordado para integrar qualquer esquema de violação das regras de contratação pública e negou deter empresas citadas pela acusação.
O processo Alquimia envolve um total de 59 arguidos e investiga alegados esquemas de ajuste direto e fracionamento de despesa que terão ocorrido entre 2014 e 2022. O ex-presidente Orlando Alves, a quem são imputados 395 crimes, optou por não prestar declarações nesta fase, embora o tribunal tenha decidido extinguir a medida de coação que o obrigava a apresentações periódicas.
À saída da sessão, a defesa de David Teixeira manifestou total confiança na absolvição, reforçando que o antigo vice-presidente sempre se mostrou disponível para colaborar com a justiça.




