A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica prevê que a concentração de pólenes na atmosfera permaneça elevada em Portugal Continental até ao dia 11 de junho. Em contraste, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira deverão registar valores baixos durante o mesmo período.
De acordo com o mais recente Boletim Polínico, o território continental português enfrenta um período de risco elevado de concentração de pólenes na atmosfera. As previsões da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica indicam que esta situação se prolongará até à próxima terça-feira.
O fenómeno é impulsionado sobretudo pela polinização de árvores como a oliveira, o pinheiro, o sobreiro e o carvalho, a par de diversas ervas, designadamente as gramíneas, a tanchagem, o quenopódio, a azeda e as urticáceas. Geograficamente, esta incidência elevada abrange as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Entre Douro e Minho, Beira Litoral, Beira Interior, Lisboa, Setúbal e Algarve.
No Alentejo, especificamente em Évora, a concentração também é elevada, embora os carvalhos não constem entre as fontes principais nesta zona. Nas regiões autónomas, o cenário é distinto. No arquipélago da Madeira, a concentração atmosférica de pólenes será baixa, com destaque para o cipreste, pinheiro, eucalipto e plátano. Idêntica situação de baixos valores é esperada nos Açores, onde os grãos predominantes provêm do cipreste, da criptoméria e do pinheiro.
Estas previsões servem de alerta para a população sensível a alergénios sazonais, permitindo a adoção de medidas preventivas perante a elevada carga polínica registada no continente durante este intervalo temporal de polinização ativa.


