A Guarda Nacional Republicana registou um aumento de cerca de 19% no furto de componentes automóveis no primeiro semestre de 2026, totalizando 685 crimes em todo o território nacional. A subida é motivada pela valorização internacional de metais preciosos presentes nos catalisadores.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) reportou um aumento de 18,72% no furto de componentes automóveis durante o primeiro semestre de 2026, com o registo de 685 ocorrências em território nacional. Esta cifra representa uma média de quase quatro crimes diários, superando os 577 casos verificados no período homólogo de 2025. Do total de crimes, 178 processos incidem especificamente sobre o furto de catalisadores, um acessório visado pela presença de metais raros na sua estrutura.
A análise geográfica revela que o distrito de Setúbal foi o mais fustigado, com 135 casos, seguido pelo Porto, com 113, e Lisboa, com 93 participações.
Registou-se ainda uma evolução significativa em distritos do interior, como Portalegre e Viseu, onde as subidas percentuais atingiram os 200% e 150%, respetivamente. Estes indicadores sugerem uma elevada capacidade de movimentação das redes criminosas entre os grandes centros urbanos do litoral e as zonas de menor densidade populacional.
No âmbito operacional, a GNR intensificou a vigilância sobre os operadores de gestão de resíduos e estabelecimentos de sucata. O objetivo é controlar rigorosamente a proveniência dos metais entregues para reciclagem, exigindo a documentação legal necessária para travar o escoamento de peças furtadas. Seis detidos foram já efetuados no primeiro semestre de 2026 em flagrante delito ou em resultado de investigações ligadas a esta tipologia criminal.


