A Quercus acusou esta terça-feira o Governo de apenas prestar esclarecimentos aos autarcas sobre as zonas de aceleração de renováveis após o encerramento da consulta pública, a 15 de julho. A associação ambientalista aponta falta de transparência e de dados geográficos no processo nacional.
A associação Quercus manifestou o seu descontentamento com a forma como o Governo conduziu a consulta pública sobre o Programa Setorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER). De acordo com o núcleo de Castelo Branco, o Executivo terá aguardado pelo fim do prazo de auscultação, a 15 de julho, para esclarecer os municípios sobre as áreas efetivamente necessárias para a transição energética.
Segundo os ambientalistas, o secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, clarificou tardiamente que o objetivo não passava por ocupar fatias elevadas do território municipal. A Quercus sustenta que esta opacidade e a indisponibilidade de dados geográficos digitais comprometeram a análise técnica, resultando num parecer desfavorável que coincide com preocupações da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.
A associação alerta ainda para um eventual conflito de interesses, questionando a imparcialidade de um processo em que a equipa proponente é a mesma que avalia os resultados. Para a Quercus, a proposta falha ao não definir áreas de exclusão para proteção de valores ambientais, patrimoniais e agrícolas, perdendo-se uma oportunidade de integração setorial eficiente.


