Os cinco maiores grupos bancários a operar em Portugal registaram lucros agregados de 2.519 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, o que representa um recuo de 3,4% face ao período homólogo do ano passado. De acordo com os dados compilados, a redução global dos resultados líquidos foi influenciada pelo desempenho negativo de três das cinco instituições, num cenário de estabilização das margens financeiras.
A análise aos resultados da Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Totta, BPI e Novo Banco — que em conjunto detêm mais de 80% da quota do sistema bancário nacional — revela uma inversão na tendência de crescimento acentuado registada em anos anteriores. No primeiro semestre de 2025, o lucro total destas instituições fixou-se em 2.607,8 milhões de euros, valor que agora sofre uma correção em baixa.
A Caixa Geral de Depósitos, no ano em que celebra o seu 150.º aniversário, manteve a liderança dos resultados, apresentando um lucro de 913 milhões de euros, o valor mais elevado do sistema. Juntamente com o BCP, o banco público foi uma das duas únicas entidades a registar uma melhoria nos lucros entre janeiro e junho. Em sentido contrário, o Santander Totta, o BPI e o Novo Banco reportaram recuos nos seus resultados líquidos, pressionados pelo aumento dos custos operacionais e por uma menor elasticidade na margem financeira perante a nova conjuntura das taxas de juro.
Apesar da queda de 3,4% no agregado, o setor continua a apresentar níveis de rentabilidade robustos. Os analistas apontam que a contração reflete um ajustamento do mercado após os recordes sucessivos alcançados durante o ciclo de subidas das taxas de juro pelo Banco Central Europeu. Os rácios de solvabilidade dos cinco bancos mantêm-se em níveis historicamente elevados, acima das exigências regulatórias.
O que realmente representa o lucro dos bancos ?
O cálculo da média de lucros com base num montante anual de 2.607,8 milhões de euros (2.607.800.000,00 €) resulta nos seguintes valores, considerando um ano civil de 365 dias:
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Por dia: 7.144.657,53 €
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Por hora: 297.694,06 €
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Por minuto: 4.961,57 €
Este cálculo considerou os dias, horas e minutos seguidos, das 24 horas do dia e dos sete dias da semana, incluindo feriados e fins de semana.


