Portugal registou um total de 5755 incêndios rurais e 53.731 hectares de área ardida desde o início do ano até 31 de julho de 2026, de acordo com o Relatório Provisório de Incêndios Rurais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O Relatório Provisório de Incêndios Rurais de 2026, divulgado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), revela um cenário preocupante em Portugal no que respeita aos incêndios rurais. Desde o início do ano até 31 de julho, foram registados um total de 5755 ocorrências, resultando na destruição de 53.731 hectares de área florestal e agrícola. Esta análise comparativa com a média dos dez anos anteriores aponta para um aumento de 1% no número de fogos e um crescimento expressivo de 58% na área ardida.
Os valores observados em 2026 colocam este ano como o terceiro com maior valor de área ardida e o quinto em número de incêndios, considerando o período desde 2016. A título de comparação, em 2017, um ano marcado pelos trágicos incêndios de Pedrógão Grande, arderam 146.508 hectares, incluindo as 66 vítimas mortais de Pedrógão e as 50 de outubro. Mais recentemente, em 2022, o país registou 61.745 hectares ardidos, superando os valores atuais.
Durante os primeiros seis meses do ano, destacam-se cinco grandes incêndios rurais em Portugal: Valpaços, Vouzela, Guarda, Chaves e Alijó. O relatório do ICNF especifica que, no período em análise, o país enfrentou 44 fogos classificados como “grandes incêndios”, ou seja, ocorrências com uma área ardida igual ou superior a 100 hectares. Estes 44 eventos consumiram um total de 43.573 hectares, o que representa aproximadamente 81% da área total ardida no período.


