O músico e compositor Jorge Palma morreu esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória, informaram a família e a agência do artista através das redes sociais. O cantor contava com mais de meio século de carreira na música portuguesa contemporânea.
A confirmação da morte de Jorge Palma foi avançada pela família e pela agência através das redes sociais. Na mensagem divulgada, os familiares recordaram que o compositor deixa “uma obra assinalável que faz parte da história” portuguesa e destacaram a sua generosidade e genialidade ao longo de mais de 50 anos de percurso artístico.
Nos últimos tempos, o músico tinha enfrentado fragilidades físicas. Em novembro de 2025, Jorge Palma cancelou espetáculos devido a problemas respiratórios, cenário que já tinha motivado a suspensão de concertos no verão desse mesmo ano, quando se apresentava com os filhos.
O Primeiro-Ministro reagiu publicamente durante a viagem para a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Numa mensagem divulgada na rede social X, o chefe do Governo afirmou que Palma ajudou a transformar a cultura nacional, expressando condolências em nome pessoal e do executivo.
Nascido em Lisboa em 1950, Jorge Palma iniciou estudos clássicos e passou por grupos como Sindicato. Em 1973 partiu para a Dinamarca e mais tarde viveu em Paris, tocando nas ruas. De regresso a Portugal após a Revolução, construiu uma carreira a solo com álbuns marcantes como “Só”, editado em 1991, e participações em formações como os Palma’s Gang e os Rio Grande. Em abril de 2026, foi homenageado com o Prémio Carreira dos Prémios PLAY.



