A Guarda Nacional Republicana deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal desde o início de 2026 em Portugal, o valor mais elevado da última década. Os dados foram avançados pelo diretor do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, coronel Ricardo Alves, que confirmou a investigação de 6.200 fogos este ano.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal desde o início de 2026 em todo o país, revelou o diretor do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), coronel Ricardo Alves. O número traduz um aumento expressivo face a 2025, ano em que se registaram 68 detenções, constituindo o registo mais elevado dos últimos 10 anos.
O responsável, que falava em Vila Pouca de Aguiar durante as jornadas de investigação criminal do Comando Territorial de Vila Real, alertou que as condições meteorológicas adversas ainda podem potenciar novos fogos. Até ao momento, a força de segurança investigou 6.200 incêndios florestais, mantendo um volume alinhado com o período homólogo anterior.
De acordo com o SEPNA, a realização de queimas e queimadas representa a fatia maioritária das causas apuradas, surgindo em seguida o fogo posto intencional, praticado por indivíduos imputáveis ou inimputáveis.
Quanto ao perfil dos suspeitos, a maioria corresponde a homens na faixa etária dos 50 anos. Contudo, Ricardo Alves sublinhou a existência de 19% de detidas do género feminino, evidenciando uma tendência de subida. A GNR articula a investigação e a prevenção criminal para identificar antecipadamente áreas de risco e potenciais autores.


