Os credores do Boavista Futebol Clube aprovaram a venda do Estádio do Bessa e do complexo desportivo por 33 milhões de euros à sociedade Frozenspark, detida pelo grupo Confrasilvas da família Maurício, na sequência da rejeição do plano de recuperação apresentado pela direção do clube axadrezado.
Os credores do Boavista Futebol Clube deliberaram, na noite desta quarta-feira, a aceitação da proposta de 33 milhões de euros para a alienação do Estádio do Bessa e de todo o seu complexo desportivo. O anúncio surgiu pouco depois de a assembleia de credores, realizada no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, ter chumbado o plano de recuperação apresentado pela direção do emblema axadrezado.
A proposta vencedora foi formalizada através da leiloeira Leilosoc pela empresa Frozenspark, sociedade integrada no grupo imobiliário Confrasilvas, sediado em Lisboa e liderado pelo empresário Jorge Silva Maurício. O montante de 33 milhões de euros ultrapassa a fasquia mínima de 32,9 milhões de euros que havia sido fixada pelos credores para os dois ativos imobiliários, após o insucesso do anterior leilão eletrónico, no qual a proposta mais alta não fora além dos 25,35 milhões de euros.
A alienação do património surge num contexto de grave crise institucional e financeira do Boavista. O chumbo do plano de viabilização abre formalmente caminho ao processo de liquidação do clube e à eventual cessação das suas atividades desportivas, ainda que a instituição permaneça a funcionar até ao final do corrente mês. Em resposta ao desfecho judicial, a claque Panteras Negras criticou a atual gestão axadrezada e manifestou a intenção de dialogar com os credores para tentar garantir a salvaguarda da continuidade desportiva do emblema boavisteiro.


