A Bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quarta-feira em terreno negativo, com o índice PSI a recuar 0,92% para os 9.333,76 pontos. A praça portuguesa acompanhou as perdas generalizadas dos mercados europeus, penalizada pela aversão ao risco e pela subida dos custos da dívida soberana.
O índice de referência da Euronext Lisbon, o PSI, encerrou as negociações desta quarta-feira com uma desvalorização de 0,92%, terminando a sessão nos 9.333,76 pontos. O desempenho da praça nacional refletiu a postura cautelosa dos investidores no espaço europeu, face ao aumento das incertezas macroeconómicas e políticas, à volatilidade energética e ao agravamento dos custos de financiamento soberano.
No panorama empresarial português, 13 das 16 cotadas do PSI encerraram o dia em terreno negativo. A Altri liderou as quebras ao tombar 3,58% para os 4,31 euros, seguida pelo setor da construção, onde a Mota-Engil cedeu 3,40% para os 4,66 euros e a Teixeira Duarte recuou 2,81% para os 0,45 euros. O Banco Comercial Português (BCP) também pesou no índice ao cair 2,19% para 1,163 euros, acompanhando a pressão vendedora que afetou a banca europeia.
Nas energéticas, a EDP recuou 0,62% para os 4,791 euros, a EDP Renováveis deslizou para os 12,50 euros e a REN perdeu 0,71% para os 3,515 euros. A Jerónimo Martins desvalorizou 0,30% para os 16,86 euros e a Navigator recuou 0,91% para os 3,064 euros. Em sentido inverso, a Sonae destacou-se nos ganhos ao subir 1,48% para os 2,06 euros, a Ibersol avançou 0,81% para os 9,95 euros e a Galp Energia progrediu 0,23% para os 21,92 euros, apoiada na resiliência do crude Brent.
No resto da Europa, o fecho foi igualmente penalizador.


