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VALPAÇOS: “FEIRA DO FOLAR” IMPULSIONA O DESENVOLVIMENTO LOCAL

A Feira do Folar de Valpaços impulsiona há 25 anos a criação de emprego e o negócio deste bolo de carnes no concelho, onde existem 10 padarias e ainda oito produtores artesanais que apenas trabalham na Páscoa.

O município do distrito de Vila Real apresentou em conferência de imprensa, a 25.ª edição da Feira do Folar que decorre de 11 a 13 de abril, no fim de semana que antecede a Páscoa.

“O concelho ganha vida, a restauração ganha vida, a parte de hotelaria também já está preenchida”, afirmou Teresa Pavão, vereadora da Educação, Cultura e Desporto da Câmara de Valpaços.

Apesar de já ser vendido o ano inteiro, o folar é uma iguaria que marca presença obrigatória em praticamente todos os lares transmontanos durante a celebração da Páscoa, e é feito com ovos, farinha, azeite e várias carnes como presunto, salpicão ou linguiça.

A vereadora disse que, nestes 25 anos, o certame ajudou a promover o folar de Valpaços, a impulsionar o negócio e a criar emprego.

No concelho há, neste momento, 10 padarias que produzem esta iguaria típica o ano inteiro.

“Isso traduz, precisamente, que a feira foi um momento oportuno para conseguirem criar o seu espaço e o seu próprio local de trabalho”, realçou Teresa Pavão.

Há também oito produtores tradicionais que se dedicam à confeção do folar apenas na altura da Páscoa.

“É o saber fazer que passou de geração em geração. As famílias preservam essa ancestralidade de saber fazer de forma particular o folar de Valpaços e nesta altura unem esforços”, salientou Teresa Pavão.

Nestes casos, o folar é batido à mão, cozido em forno de lenha e também o fumeiro usado na sua confeção é produzido pelas famílias.

Quer seja de produção industrial ou artesanal, o folar que estará à venda no recinto da feira terá que cumprir o caderno de especificações imposto pela certificação Indicação Geográfica Protegida (IGP).

Pelo espaço do certame espalhar-se-ão cerca de uma centena de expositores, entre produtores de folar, de fumeiro, do tradicional bolo podre, de frutos secos, vinho, azeite, compotas, licores e cerveja de castanha, bem como de artesanato.

O preço do folar mantém-se nos 14 euros o quilo e à venda estarão cerca de 50 toneladas deste bolo de carnes, pelo que, só com a venda deste produto, se perspetiva um volume de negócios a rondar os 700 mil euros.

Paralelamente à feira, haverá animação com atuação de bandas e ranchos e atividades como uma caminhada, provas desportivas e um passeio de carros antigos.

Durante os três dias, aos muitos visitantes nacionais, principalmente oriundos de Trás-os-Montes, Grande Porto e do Minho, juntam-se espanhóis e há também excursões organizadas.

Teresa Pavão lembrou que a plataforma ‘online’ www.folardevalpaços.pt, criada na altura da pandemia de covid-19, se mantém ativa o ano inteiro, embora as compras se intensifiquem nesta época da Páscoa.

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