O antigo internacional português António Simões afirmou hoje que a seleção nacional possui legitimidade e argumentos técnicos para se assumir como candidata à vitória no Mundial 2026, sublinhando a necessidade de uma gestão prudente.
António Simões, figura incontornável da história do futebol português e membro dos “Magriços” que alcançaram o terceiro lugar no Mundial de 1966, partilhou hoje a sua visão sobre as perspetivas de Portugal na próxima fase final. Em declarações prestadas esta manhã, o ex-extremo defendeu que a qualidade individual e coletiva dos atuais convocados permite ao país sonhar com a conquista do troféu pela primeira vez na história.
Apesar do otimismo, Simões, de 82 anos, fez questão de introduzir notas de cautela no discurso. Segundo o antigo jogador, o estatuto de candidato deve ser acompanhado por “bom senso e prudência”, alertando para a volatilidade de um torneio curto onde qualquer erro pode ser fatal. O antigo capitão do Benfica destacou ainda que a gestão física e mental dos jogadores será determinante, dada a extensão da temporada europeia e o formato alargado da competição de 2026.
Simões comentou também a importância da gestão das figuras mais experientes, referindo que o papel dos veteranos é fundamental para conferir estabilidade ao grupo em momentos de crise. Portugal integra o Grupo K da competição e estreia-se no dia 17 de junho frente à República Democrática do Congo. Para Simões, a chave do sucesso reside na capacidade de Roberto Martínez em manter o foco competitivo sem ceder à pressão externa ou ao excesso de confiança que muitas vezes prejudica as seleções favoritas. A análise do antigo internacional surge num momento em que a equipa das quinas intensifica o seu estágio de preparação em Oeiras antes da partida oficial.



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