A aproximação do eclipse solar, previsto para o próximo dia 12 de agosto, gerou uma corrida à procura de óculos de proteção certificados, desencadeando um fenómeno de especulação comercial em vários pontos do país. A escassez de stock disponível nas óticas e farmácias está a levar à venda dos dispositivos a preços significativamente inflacionados.
A distribuição de óculos, nomeadamente a iniciativa promovida pelo “Clube da Visão”, revelou-se insuficiente para responder à procura, não chegando a grande parte da população como inicialmente esperado. Esta falha na distribuição contribuiu para que o mercado paralelo assumisse protagonismo.
Em Bragança, foram reportados casos de óculos, idênticos aos que seriam distribuídos gratuitamente, a serem vendidos por 50 euros cada par em plataformas de venda online. Registou-se, por exemplo, um anúncio da “Isabel” de Baçal onde três unidades eram comercializadas pelo valor total de 150 euros.

Em Lisboa, onde o fenómeno astronómico será visível apenas parcialmente (cerca de 90%), o preço dos mesmos dispositivos atingiu, em alguns casos, os 100 euros cada exemplar.
Fontes ligadas ao setor indicaram à Rádio Regional que a maior parte do stock disponível foi absorvida pelo mercado espanhol. Em Espanha, onde a visibilidade do eclipse é total em grande parte do território e por um período de tempo superior, a procura pressionou a oferta desde o início.
Inicialmente, os óculos, cujo custo de fabrico ronda os 12 cêntimos, eram comercializados em Espanha entre 1,50 e 2 euros. Contudo, a rápida procura esgotou os stocks e a especulação elevou, rapidamente, o custo por par para os 10 euros.


