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PORTUGAL: 2.600 CASOS CONHECIDOS DE ABANDONO ANIMAL – GNR

A Guarda Nacional Republicana contabilizou, entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, mais de 2 600 ocorrências de abandono e maus-tratos a animais em todo o país. Nos distritos do Norte — Braga, Porto, Bragança, Vila Real e Viana do Castelo —, a corporação levou a cabo mais de seis mil fiscalizações direcionadas ao bem-estar animal. O Porto e Braga destacam-se na região pelo maior volume de infrações e alertas recebidos pela Linha SOS Ambiente.

Por: Vítor Fernandes


GNR regista mais de 2 600 casos de abandono e maus-tratos a animais desde 2024: Norte concentra milhares de fiscalizações e denúncias

Entre janeiro de 2024 e o final de agosto de 2026, a Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), contabilizou 1 668 casos de mortes e maus-tratos a animais e 982 ocorrências de abandono em todo o território nacional. No decurso deste período, a força de segurança levou a cabo 19 191 ações de fiscalização voltadas para a proteção e o bem-estar de animais de companhia, animais perigosos e potencialmente perigosos.

Os cinco distritos da região Norte — Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança — assumiram um peso significativo nas estatísticas operacionais da Guarda, tanto no número de ações no terreno como no volume de participações efetuadas por cidadãos.

Porto e Braga lideram indicadores operacionais a Norte

No distrito do Porto, a GNR realizou um total de 1 794 fiscalizações entre 2024 e agosto de 2026 (600 em 2024, 730 em 2025 e 464 até agosto de 2026). No mesmo intervalo, os militares registaram 91 ocorrências de abandono de animais de companhia e 151 situações de morte e maus-tratos (63 em 2024, 54 em 2025 e 34 em 2026). A par destes números, o distrito destacou-se no cumprimento da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), concentrando 122 infrações detetadas pelo SEPNA, o valor mais alto do país nesta área.

O distrito de Braga registou o maior número de intervenções preventivas no Norte, somando 2 188 ações de fiscalização ao longo dos quase três anos (765 em 2024, 875 em 2025 e 548 em 2026). Foram apurados 101 casos de abandono de animais de companhia e 147 participações de mortes e maus-tratos. No âmbito da convenção CITES, foram fiscalizados 109 espécimes de fauna no distrito, a maioria (103) no ano de 2024.

Realidade em Bragança, Vila Real e Viana do Castelo

No distrito de Bragança, a GNR realizou 975 fiscalizações no período em análise, registando-se um aumento de intervenções em 2026, com 613 ações contabilizadas até ao final de agosto. No que respeita aos ilícitos, registaram-se 18 casos de abandono de animais de companhia e 33 ocorrências de morte e maus-tratos.

Em Vila Real, as autoridades contabilizaram 667 ações de fiscalização (218 em 2024, 281 em 2025 e 168 em 2026), tendo sido registados 29 casos de abandono de animais de companhia e 56 situações de maus-tratos ou morte.

Já em Viana do Castelo, foram efetuadas 498 fiscalizações pelo SEPNA desde 2024 (173 em 2024, 192 em 2025 e 133 em 2026), resultando na sinalização de 39 ocorrências de abandono e 62 casos de maus-tratos e mortes de animais de companhia.

Denúncias via SOS Ambiente e resgates nacionais

Ao nível das denúncias registadas pela Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) entre janeiro de 2024 e 6 de setembro de 2026, foram recebidas a nível nacional 935 chamadas por abandono de animais de companhia e 110 por abandono de animais de pecuária. O distrito do Porto figurou entre as três regiões com maior volume do país (a par de Lisboa e Setúbal), acumulando 164 queixas relativas a animais de companhia e 15 a pecuária. No mesmo período, Braga reuniu 67 alertas de abandono de companhia e 4 de pecuária; Vila Real somou 22 de companhia e 4 de pecuária; Viana do Castelo registou 20 de companhia e 2 de pecuária; e Bragança totalizou 16 denúncias de companhia.

A nível global, a atuação da GNR em todo o território permitiu resgatar mais de 7 500 animais de várias espécies desde 2024, incluindo animais de companhia, pecuária e fauna selvagem. Nos primeiros seis meses de 2026, os resgates atingiram 2 888 exemplares, dos quais 2 156 foram encaminhados para Centros de Recolha Oficial municipais e cerca de 300 animais selvagens foram devolvidos ao respetivo habitat natural. Em 2025, o número de resgates tinha sido de 4 661 animais.


Vítor Fernandes

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