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ECONOMIA & FINANÇAS

AGRICULTURA: CNA ALERTA “AZEITONA PAGA A 55 CÊNTIMOS” MAS CUSTOS DISPARAM

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) denuncia uma quebra acentuada no rendimento dos produtores de azeite. Com a colheita no auge, o preço do quilo da azeitona caiu para cerca de 0,55€ (face aos 0,75€ do ano passado), enquanto os custos de produção e laboração nos lagares aumentaram. A CNA exige medidas urgentes para salvar o olival tradicional.

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A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) lançou hoje um alerta preocupante sobre a sustentabilidade do olival tradicional em Portugal. Em plena época de colheita, os produtores enfrentam uma “tempestade perfeita”: o preço pago pela azeitona caiu drasticamente, ao mesmo tempo que os custos de produção continuam a aumentar, resultando numa quebra significativa nos rendimentos.

Segundo a CNA, o quilograma de azeitona está a ser pago, em média, a 0,55 euros, um valor muito inferior aos 0,75 euros registados em 2024 e menos de metade dos 1,10 euros praticados há três anos. A situação é agravada pela incerteza: muitos agricultores entregam a produção nos lagares “sem certezas sobre o prazo e o valor a receber”, com pagamentos a serem empurrados, em alguns casos, para setembro do próximo ano.

Do lado da despesa, o cenário é oposto. A CNA destaca o aumento generalizado nos custos com mão-de-obra, fertilizantes, combustíveis e tratamentos. Também o custo de laboração nos lagares subiu, passando de 12 para 14 cêntimos por quilo.

A confederação classifica esta realidade como uma consequência da “total desregulação do mercado”, gerando uma “situação profundamente injusta” que ameaça a sobrevivência do olival tradicional.

Para inverter o ciclo, a CNA exige ao Governo a criação de um plano integrado para a dinamização do olival tradicional, a promoção obrigatória do consumo de azeite nacional nas cantinas públicas e apoios específicos no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC).


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Redação

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