A Direção-Geral da Saúde atualizou as orientações para a gestão de casos suspeitos de ébola, designando os hospitais Curry Cabral, Dona Estefânia e São João como unidades de referência. A medida visa reforçar a deteção precoce e o controlo de eventuais casos importados em território nacional.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma nova orientação que define os procedimentos técnicos a adotar perante casos suspeitos de febre hemorrágica por vírus ébola. Em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, o documento estabelece os hospitais Curry Cabral e São João como referência para adultos, enquanto o Hospital de Dona Estefânia assume o atendimento de crianças e jovens.
A autoridade de saúde define como caso suspeito qualquer indivíduo que apresente febre superior a 38 graus, acompanhada de sintomas como náuseas, hemorragias ou dor abdominal, e que tenha histórico de viagem para áreas com circulação ativa do vírus. Perante uma suspeita, os profissionais de saúde devem notificar imediatamente a DGS e registar a ocorrência no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica. A validação do caso cabe à DGS, que coordenará o transporte com o INEM e a confirmação laboratorial com o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.
Os doentes devem permanecer em isolamento físico rigoroso, com ventilação adequada e uso obrigatório de máscara cirúrgica até à chegada das equipas especializadas. Para os viajantes que regressem de áreas endémicas, a DGS recomenda a automonitorização de sintomas durante 21 dias e a interdição de dádivas de sangue por 60 dias. Em caso de doença, os cidadãos devem contactar o 112, evitando a deslocação direta a serviços de saúde.


