O selecionador espanhol surpreendeu o mundo do futebol ao apresentar uma convocatória dominada pelo bloco do FC Barcelona, mas totalmente despida de jogadores do atual plantel do Real Madrid.
Lamine Yamal e Pedri surgem como as figuras de proa de uma lista que aposta claramente na renovação e no talento jovem da “La Masia”. A ausência de nomes como Dani Carvajal ou dos mais recentes reforços espanhóis dos “merengues” justifica-se, segundo a equipa técnica, por critérios estritamente de forma e adequação ao modelo de jogo pretendido para o torneio que se realizará na América do Norte.
A decisão está a gerar uma onda de choque na imprensa desportiva espanhola, com críticas acesas provenientes da capital, onde se acusa a federação de parcialidade. Em contrapartida, o selecionador defendeu que a escolha se baseou na meritocracia e no rendimento observado ao longo da última temporada.
Além do forte contingente catalão, a convocatória inclui várias unidades que militam na Premier League inglesa e na Bundesliga alemã, com destaque para a inclusão de Joan García como uma das opções para a baliza. Espanha, que procura o seu segundo título mundial, estreia-se na competição no próximo mês, inserida num grupo que promete testar a eficácia desta nova filosofia que rompe com a tradição de décadas de influência madridista no seio da seleção nacional.
O foco recai agora sobre como este grupo, sem a experiência de alguns veteranos do Bernabéu, reagirá à pressão mediática e desportiva de um Mundial.


