O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) manteve em maio a trajetória de estabilidade em termos homólogos, fixando-se nos 3,3%. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), este comportamento reflete tendências opostas em setores-chave da economia.
Os produtos energéticos registaram um agravamento na subida de preços, atingindo uma variação de 13,2% face aos 11,7% observados em abril. Em sentido contrário, o ritmo de crescimento dos preços dos produtos alimentares não transformados abrandou para 5,7%, uma descida significativa comparativamente aos 7,5% do mês precedente.
A inflação subjacente, que exclui as componentes mais voláteis como alimentos não transformados e energia, permaneceu inalterada nos 2,2%. No que diz respeito à variação média dos últimos doze meses, houve um ligeiro aumento de 2,4% para 2,5%.
Os dados revelam que o choque nos preços dos combustíveis, iniciado em março devido à instabilidade geopolítica no Médio Oriente, nomeadamente as tensões envolvendo o Irão e o Estreito de Ormuz, continua a influenciar o índice global, embora a moderação no setor alimentar tenha evitado um novo salto na taxa principal. O INE prevê publicar os dados definitivos referentes a este período no próximo dia 12 de junho.


