A operadora MEO, do grupo Altice Portugal, confirmou ter sido alvo de um ciberataque em massa na segunda-feira, 14 de setembro de 2026. A ofensiva informática provocou forte saturação no tráfego internacional e causou lentidão nos serviços de internet fixa e móvel em todo o país, sem que tenham sido comprometidos dados pessoais dos utilizadores.
A operadora de telecomunicações MEO, pertencente ao grupo Altice Portugal, confirmou que as perturbações sentidas ao longo de segunda-feira resultaram de um ciberataque em massa. A investida causou saturação crítica nos circuitos de interligação internacionais, prejudicando o acesso à internet fixa, redes sem fios e dados móveis em várias regiões de Portugal continental e ilhas.
Os primeiros sinais de anomalia surgiram durante a madrugada, contudo o pico de instabilidade verificou-se cerca das 18h30. Na plataforma Downdetector foram contabilizadas mais de 7.200 queixas de utilizadores, que reportaram lentidão extrema no acesso a páginas e servidores sediados no estrangeiro. Outros operadores no mercado nacional, como a NOS, a Vodafone e a Digi, também registaram oscilações ligeiras decorrentes do congestionamento nos pontos de tráfego partilhados.
As equipas técnicas da MEO ativaram medidas imediatas de mitigação, conseguindo conter o impacto e recuperar a estabilidade operacional da infraestrutura ainda durante a noite. A empresa sublinhou que a ofensiva não violou sistemas centrais nem permitiu o acesso a dados pessoais, ficheiros confidenciais ou elementos de faturação. As autoridades nacionais foram notificadas para acompanhamento técnico.


