A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta terça-feira, 29 de setembro de 2026, em terreno negativo, com o índice PSI a recuar 0,48% para os 9.666,08 pontos. O recuo foi determinado pelas perdas expressivas da Galp Energia e da Mota-Engil, num movimento que contrariou a valorização do BCP, impulsionado por uma avaliação da Goldman Sachs.
O índice de referência da praça financeira portuguesa, o PSI, fechou a sessão de 29 de setembro de 2026 a recuar 0,48%, estabelecendo-se nos 9.666,08 pontos. O pessimismo nas negociações acompanhou a generalidade das congéneres europeias, penalizado em larga medida pelos setores de energia e construção.
Entre as desvalorizações mais acentuadas esteve a Galp Energia, que perdeu 1,83% para 22,50 euros por ação, afetada pela baixa do petróleo nos mercados internacionais. A Mota-Engil desceu 1,81%, fixando-se em 5,16 euros. A Semapa recuou 0,97% para 20,40 euros, a Altri caiu 0,95% para 4,680 euros e a EDP encerrou a perder 0,87%, nos 4,778 euros.
Em sentido oposto, o Banco Comercial Português atuou como suporte do mercado. Os títulos do BCP subiram 1,03% para 1,222 euros, renovando máximos de vários anos. O interesse comprador seguiu-se a uma nota da Goldman Sachs, que melhorou a recomendação e o preço-alvo do banco.
De acordo com analistas do Millennium investment banking, as praças europeias perderam força perto do fecho. O setor tecnológico destacou-se pela positiva na Europa devido ao processo de dispersão em bolsa da Anthropic. Os investidores mantiveram ainda a atenção em conversações entre o Irão e Washington mediadas pelo Qatar, aguardando dados da inflação e do emprego nos Estados Unidos.


