O presidente executivo da NOS, Miguel Almeida, afirmou em entrevista ao Expresso que o modelo de transmissões desportivas gratuitas da LiveMode é inviável a longo prazo. O gestor defende a introdução de subscrições pagas e confirma a intenção de a operadora abandonar o negócio do desporto em 2028.
Miguel Almeida, presidente executivo da NOS, manifestou ceticismo quanto à viabilidade das transmissões desportivas gratuitas durante uma entrevista ao jornal Expresso. O gestor abordou a entrada da LiveMode no mercado nacional, plataforma que detém os direitos do Mundial 2026 e que tem transmitido conteúdos sem custos para o utilizador através do YouTube. Para o CEO, este modelo baseado apenas em receitas publicitárias é insustentável face aos custos astronómicos associados aos direitos.
O responsável sublinha que o mercado exige a implementação de modelos de subscrição paga, defendendo que os consumidores devem estar dispostos a partilhar os custos da produção e aquisição destes conteúdos. Miguel Almeida classificou a LiveMode como uma entidade parcialmente concorrente, mas sobretudo complementar à Sport TV. Contudo, alertou que as regras de atuação devem ser equitativas para todos os operadores no mercado português.
No que toca à saúde financeira dos investimentos atuais, Miguel Almeida assumiu que a Sport TV representa um impacto negativo nas contas da operadora. O gestor descreveu a estação desportiva como um buraco financeiro, justificando a situação com a complexidade do contexto económico atual. Esta realidade leva a NOS a planear o abandono do segmento desportivo, uma decisão estratégica que deverá coincidir com a centralização dos direitos televisivos prevista para 2028.
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