Ligue-se a nós

INTERNACIONAL

ONU CELEBRA FIM DE GASOLINA COM CHUMBO PARA AUTOMÓVEIS

A gasolina com chumbo para automóveis foi oficialmente erradicada, anunciou hoje o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, depois de o último país no mundo a utilizá-la ter banido a sua venda.

Online há

em

A gasolina com chumbo para automóveis foi oficialmente erradicada, anunciou hoje o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, depois de o último país no mundo a utilizá-la ter banido a sua venda.

A Argélia acabou no mês passado com a venda de gasolina com chumbo para automóveis, o que a agência ambiental da ONU considera “um marco gigantesco para a saúde global e para o ambiente”.

A gasolina com chumbo foi lançada há quase cem anos para aumentar o desempenho dos motores e foi largamente usada durante décadas até se descobrir que podia provocar doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e danos cerebrais.

Os países mais prósperos começaram a deixar de a utilizar na década de 1980, mas ainda continuou a ser vendida em países de rendimentos médios e baixos até 2002, quando as Nações Unidas lançaram uma campanha global para acabar de vez com a gasolina com chumbo, que continua a ser usada em combustível para aviões pequenos.

As Nações Unidas estimam que o fim definitivo da gasolina com chumbo significa 1,2 milhões de mortes evitadas e 2,4 mil milhões de dólares poupados anualmente.

O primeiro alerta para os riscos para saúde é antigo: em 1924, dezenas de trabalhadores de uma refinaria de New Jersey, nos Estados Unidos, foram hospitalizados com convulsões e cinco acabaram por morrer.

Apesar disso, quase toda a gasolina vendida no mundo até 1970 era enriquecida com chumbo.

Em 2016, Coreia do Norte, Birmânia e Afeganistão foram alguns dos últimos países do mundo a acabar com a venda de gasolina com chumbo. Iraque, Iémen e, finalmente, a Argélia, acabaram por fazer o mesmo.

INTERNACIONAL

COVID-19: OMS ALERTA PARA DÉFICE DE QUASE 470 MILHÕES DE VACINAS EM ÁFRICA EM 2021

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse hoje que o continente africano precisa de mais quase 470 milhões de vacinas para combater a pandemia de covid-19, perante um corte de 150 milhões de doses da iniciativa Covax.

Online há

em

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse hoje que o continente africano precisa de mais quase 470 milhões de vacinas para combater a pandemia de covid-19, perante um corte de 150 milhões de doses da iniciativa Covax.

“Como o consórcio Covax [iniciativa multilateral destinada a garantir acesso global às vacinas] foi forçado a cortar, em cerca de 150 milhões de doses, as entregas de vacinas da covid-19 previstas para a África este ano, o continente enfrenta um défice de quase 500 milhões de doses, face ao que é o seu objetivo global de vacinação total de 40% da sua população” até ao final de 2021, referiu a representação da OMS para o continente africano, em comunicado.

Isto, apesar de “cerca de 95 milhões de doses adicionais” estarem previstas chegar a África, via Covax, “durante todo o mês de setembro”, sublinha o escritório da organização, com sede em Brazzaville, na República do Congo.

Segundo a OMS África, com o corte de 150 milhões de doses espera-se agora que sejam entregues 470 milhões de doses no continente africano, este ano, que “serão suficientes para vacinar apenas 17% da população, muito abaixo do objetivo de 40%”.

Pelo que “são necessárias mais 470 milhões de doses para atingir a meta do fim do ano”, mesmo que todos os envios planeados, através da Covax e da União Africana sejam entregues.

Este défice surge num momento em que África acabou de ultrapassar (esta semana) um total acumulado de oito milhões de casos de infeção pela doença.

“As proibições de exportação e o açambarcamento de vacinas têm um efeito de asfixia no fornecimento de vacinas a África. Enquanto os países ricos bloquearem a Covax fora do mercado, a África falhará os seus objetivos de vacinação. A enorme lacuna na equidade das vacinas não está a ser ultrapassada com a rapidez suficiente. É tempo de os países fabricantes de vacinas abrirem os portões e ajudarem a proteger aqueles que enfrentam o maior risco”, defende Matshidiso Moeti, diretora regional da OMS para África, citada no comunicado.

A responsável refere que “a iniquidade espantosa e o grave atraso nos carregamentos de vacinas ameaça transformar zonas em África, com baixas taxas de vacinação, em locais de reprodução para variantes resistentes à vacina”.

Isto “pode acabar por levar o mundo inteiro de volta à estaca zero”, alerta Moeti.

Com proibições de exportação, desafios no aumento da produção nos locais de fabrico da Covax e atrasos nos pedidos de aprovações regulamentares para novas entregas de vacinas muito restritivos, a Covax tem apelado aos países doadores para que partilhem os seus calendários de fornecimento para dar mais clareza ao processo de entregas.

A Covax também apelou aos países com vacinas suficientes para cederem o seu lugar na fila de entregas.

Os fabricantes de vacinas devem entregar essa informação à Covax, em conformidade com compromissos firmados, e os países que estão bem avançados nas vacinas devem expandir e acelerar as doações, assegurando que as doses estão disponíveis em volumes maiores, mais previsíveis e com validades mais longas.

Entretanto, “cerca de mais 95 milhões de doses estão previstas chegar a África, através da Covax, ao longo de setembro, naquela que será a maior remessa que o continente recebeu num mês até agora.

“No entanto, mesmo com as entregas que vão sendo feitas, África só foi capaz de fazer a vacinação completa de apenas 50 milhões de pessoas, ou seja, 3,6% da sua população”, refere a OMS.

“Cerca de 2% das quase 6 mil milhões de doses distribuídas globalmente foram administradas em África. A União Europeia e o Reino Unido vacinaram mais de 60% da sua população e os países de elevado rendimento administraram 48 vezes mais doses por pessoa do que as nações de baixo rendimento”, sublinha a organização na nota.

A OMS está a aumentar o apoio aos países africanos “para identificar e colmatar as lacunas” na vacinação contra a covid-19.

A organização ajudou 15 países africanos na realização de estudos, que analisaram todos os aspetos das suas campanhas de vacinação e assinalam recomendações para a melhorias do seu plano de vacinação.

No comunicado, a OMS destacou que em 14 de setembro registaram-se 8,06 milhões de casos de covid-19 em África e, enquanto a terceira vaga diminuiu, surgiram quase 125.000 novos casos na semana que terminou a 12 de setembro.

Embora esta seja uma queda de 27% em relação à semana anterior, os novos casos semanais ainda se encontram aproximadamente no pico da primeira vaga e 19 países continuam a reportar um número elevado de casos em rápido crescimento.

As mortes caíram 19%, para 2.531 na semana que terminou a 12 de setembro. Mas a variante Delta, altamente transmissível foi encontrada em 31 países africanos. A variante Alfa foi detetada em 44 países e a variante Beta em 39, adianta.

A covid-19 provocou pelo menos 4.656.833 mortes em todo o mundo, entre mais de 226,31 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

LER MAIS

INTERNACIONAL

11 DE SETEMBRO: PORTUGUESA SOBREVIVEU PORQUE ‘CHEGOU ATRASADA’ AO TRABALHO

A portuguesa Elisabete Alves sobreviveu aos atentados de 11 de Setembro, em Nova Iorque, por entrar atrasada no edifício do World Trade Center onde trabalhava mas evita regressar ao local onde perdeu 75 colegas de trabalho.

Online há

em

A portuguesa Elisabete Alves sobreviveu aos atentados de 11 de Setembro, em Nova Iorque, por entrar atrasada no edifício do World Trade Center onde trabalhava mas evita regressar ao local onde perdeu 75 colegas de trabalho.

“Eu trabalhava no ‘Windows on the World’, nos andares 107 e 106. O meu escritório era no 106.º andar. Eu entrava sempre às 08:30 e nesse dia não apanhei o metro que costumava e esperei pelo próximo. Quando cheguei ao World Trade Center eram 8:50 da manhã (…) e quando cheguei à entrada comecei a ouvir barulhos”, disse à Lusa Elisabete Alves.

“Pareciam tiroteios e um senhor apareceu a gritar para fugirmos e quando voltei outra vez à rua muita gente olhava para cima, em choque. Vi um dos prédios cheio de chamas e de fumo preto. As pessoas não falavam. Estavam em choque”, recorda a portuguesa que conseguiu abandonar o edifício no momento da tragédia, a 11 de setembro de 2001.

“Um senhor ao meu lado começou a gritar. Eu percebi que era um corpo a cair. Virei-me e comecei a andar”, relata.

Elisabete Alves, portuguesa natural de Angola emigrou com os pais para os Estados Unidos quando tinha nove anos e ocupava um cargo administrativo no “Windows on the World” um dos restaurantes mais famosos da cidade de Nova Iorque, na Torre Norte do World Trade Center.

“A minha companhia tinha mais ou menos 500 empregados. Perdemos 75 pessoas nesse dia”, disse a portuguesa residente em Long Island, Estado de Nova Iorque, e que, 20 anos passados ainda evita deslocar-se ao local dos atentados, onde trabalhava todos os dias.

“Eu fui lá uma vez, oito ou nove meses depois e, depois de me casar, levei lá o meu filho. No dia 11 de setembro (sábado) vou ficar em casa. Nesse dia não gosto de sair. Depois disto fiquei com muita ansiedade e com ataques de pânico e tive de buscar tratamento”, disse ainda Elisabete Alves.

No dia 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por terroristas da Al-Qaeda, sendo que dois aparelhos colidiram de forma intencional contra as Torres Gémeas do World Trade Center, Nova Iorque, que ruíram duas horas após o impacto.

O terceiro avião de passageiros colidiu no edifício do Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, condado de Arlington, nos arredores de Washington D.C..

O quarto avião caiu num campo no Estado da Pensilvânia, depois de alguns passageiros e tripulantes terem tentado tomar o controlo do aparelho.

Não houve sobreviventes entre os passageiros dos aviões sendo que no total os ataques fizeram mais de três mil mortos.

Os ataques terroristas da Al-Qaeda em território norte-americano, durante a Administração de George W. Bush, provocaram a intervenção militar dos Estados Unidos contra o Afeganistão que começou a 07 de outubro de 2001 e no dia 20 de março de 2003 a invasão do Iraque.

Atualmente ainda decorre o processo judicial contra cinco homens acusados de participação e planificação dos atentados.

O processo foi formalmente iniciado em fevereiro de 2008, por comissões militares dos Estados Unidos na base norte-americano de Guantánamo, em Cuba.

A primeira audiência decorreu a 05 de maio de 2012 e devem ser retomadas esta semana depois de uma suspensão devido à pandemia de covid-19.

Entretanto, o atual Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em plena crise provocada pela derrota norte-americana no Afeganistão, ordenou na semana passada a abertura de documentos classificados sobre a investigação do 11 de setembro.

LER MAIS

INTERNACIONAL

COVID-19 REDUZIU NATALIDADE, ESPECIALMENTE EM PORTUGAL, ESPANHA E ITÁLIA

A pandemia tem sido acompanhada por uma queda significativa nas taxas de natalidade bruta em países alto rendimento, com declínios particularmente acentuados no sul da Europa: Itália (-9,1%), Espanha (-8,4%) e Portugal (-6,6%).

Online há

em

A pandemia tem sido acompanhada por uma queda significativa nas taxas de natalidade bruta em países alto rendimento, com declínios particularmente acentuados no sul da Europa: Itália (-9,1%), Espanha (-8,4%) e Portugal (-6,6%).

Esta é a principal conclusão de um estudo conduzido pela Universidade Bocconi de Itália e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, utilizando modelos numéricos e analisando dados de 22 países.

As pandemias são um motor fundamental das mudanças nas populações humanas, afetando tanto a mortalidade como as taxas de natalidade.

A maior pandemia do século passado, a chamada gripe espanhola (1918-1919), fez com que as taxas de natalidade nos Estados Unidos baixassem de 23 por 1.000 habitantes em 1918 para 20 por 1.000 em 1919 (-13%).

Efeitos comparáveis foram observados em países como Reino Unido, Índia, Japão e Noruega.

Os dados preliminares sugerem agora que a pandemia de covid-19 diminuiu a taxa de natalidade nos países de alto rendimento.

Para avaliar melhor o efeito desta doença, os autores do estudo recolheram dados mensais de janeiro de 2016 a março de 2021 de um total de 22 países de elevado rendimento.

Após vários cálculos comparativos, os cientistas utilizaram modelos para contabilizar a sazonalidade e as tendências a longo prazo.

Ao aplicar e aperfeiçoar os modelos, os dados mostram que a pandemia foi acompanhada por um declínio significativo nas taxas de natalidade bruta para além do previsto pelas tendências do passado em sete dos 22 países considerados.

Assim, as taxas de natalidade bruta caíram 8,5% na Hungria, 9,1% em Itália, 8,4% em Espanha e 6,6% em Portugal.

Além disso, Bélgica, Áustria e Singapura também mostraram um declínio significativo nas taxas de natalidade bruta, de acordo com esta análise.

Contudo, os autores sublinham que os dados disponíveis apenas fornecem informações sobre a primeira vaga e, portanto, “apenas dão uma ideia do declínio global durante a pandemia”.

Os dados fornecem informações sobre várias fases da primeira vaga e indicam que em alguns países, como França e Espanha, foi observada uma recuperação nas taxas de natalidade em março de 2021, quando comparadas com as de junho de 2020.

Para estes países, o mês de junho de 2020 marcou o ponto em que a primeira vaga da pandemia diminuiu, podendo assim refletir uma inversão.

De acordo com os autores, os resultados revelam o impacto da pandemia na dinâmica populacional e podem ter implicações políticas nos cuidados infantis, na habitação e no mercado de trabalho.

LER MAIS

INTERNACIONAL

PAPA DIZ QUE UM ENFERMEIRO LHE SALVOU A VIDA NA SEQUÊNCIA DA CIRURGIA AO COLÓN

O Papa Francisco revelou, sobre a sua recente cirurgia ao cólon, que um enfermeiro lhe salvou a sua vida e que esta foi a segunda vez que tal aconteceu.

Online há

em

O Papa Francisco revelou, sobre a sua recente cirurgia ao cólon, que um enfermeiro lhe salvou a sua vida e que esta foi a segunda vez que tal aconteceu.

Num excerto de uma entrevista à rádio espanhola COPE, que será divulgada na quarta-feira na íntegra, Francisco contou: “um enfermeiro salvou a minha vida, um homem com muita experiência. É a segunda vez na minha vida que um enfermeiro salva a minha vida. A primeira foi no ano de 57”.

A primeira vez foi uma freira italiana que, contrariando os médicos, mudou a medicação que deviam dar ao futuro Papa, então um jovem seminarista, para curá-lo de uma pneumonia.

Segundo a rádio, na entrevista são também abordadas especulações sobre a sua saúde e até mesmo uma possível renúncia – um boato publicado por um jornal ultraconservador italiano – e ao qual o papa respondeu: “Quando um Papa está doente, sopra uma brisa ou um furacão de conclave”.

Francisco foi submetido a uma cirurgia no dia 04 de julho devido a uma “estenose diverticular grave com sinais de diverticulite esclerosante”, na qual foi retirada parte do cólon.

Em atos recentes, Francisco apareceu totalmente recuperado, embora numa audiência com legisladores católicos tenha começado o seu discurso a desculpar-se por não poder falar de pé porque ainda estava “no período pós-operatório”.

LER MAIS

MAIS LIDAS