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DESPORTO

PORTO: FERNANDO MADUREIRA CONDENADO A TRÊS ANOS E NOVE MESES DE PRISÃO

Fernando Madureira foi condenado a 3 anos e 9 meses de prisão por liderar um plano de intimidação e violência na Assembleia Geral do FC Porto.

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Fernando Madureira, líder da claque Super Dragões, foi condenado a uma pena de prisão de 3 anos e 9 meses no âmbito do processo “Operação Pretoriano”. A sua esposa, Sandra Madureira, foi condenada a 2 anos e 8 meses de prisão.

A decisão, lida esta quinta-feira no Tribunal do Bolhão, no Porto, condena a maioria dos arguidos por cinco crimes de ofensas no âmbito do desporto, um de coação e crimes de ameaça.

Durante a leitura do acórdão, a juíza sublinhou a gravidade dos atos e o papel central de Madureira na orquestração dos eventos na conturbada Assembleia Geral (AG) do FC Porto. “O plano de Madureira reveste-se de uma inusitada violência, fazendo-se valer da influência que tinha na claque”, afirmou a magistrada, considerando a sua conduta de “ilicitude elevada”.

O tribunal deu como provado que, por ordem de Fernando Madureira, vários arguidos e outros indivíduos não identificados intimidaram e agrediram sócios com opiniões contrárias durante a AG, com o objetivo de constranger a votação e evitar que o então presidente, Pinto da Costa, fosse “humilhado pelos fozeiros”. “Quando existiam opiniões diferentes eram agredidos, o mesmo sucedendo com quem se opôs ao início da execução dos trabalhos”, leu a juíza.

Foram relatados vários episódios de violência, como a agressão a uma adepta por parte de Hugo Loureiro, ‘Fanfas’, e agressões a outros sócios por Vítor ‘Aleixo’ e o seu filho. O ambiente no auditório foi descrito como de grande intimidação, com os arguidos a proferirem gritos e ameaças como “Batam palmas, betinhos, traidores, vão levar nos cornos” e “se há aqui alguém que é villas-boas que vá para o caralho”.

Ficou também provado que António ‘Catão’ atentou contra a liberdade de imprensa ao coagir/ameaçar jornalistas. Foram ainda mencionadas mensagens de áudio em que ‘Catão’ afirmava que “iria fazer tudo para ter a aprovação dos 75% na votação”.

A juíza concluiu que Fernando e Sandra Madureira “arregimentaram uma enorme massa humana, muitos não eram sócios”, com o claro propósito de criar “constrangimento junto de sócios que fossem votar contra a aprovação dos estatutos”.


Vitor Fernandes

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