O custo das rendas no concelho do Porto sofreu um aumento acumulado superior a 76% no período dos últimos cinco anos, de acordo com um levantamento hoje publicado com base em dados de mercado. A forte escalada do mercado de arrendamento residencial agrava as barreiras de acesso à habitação e comprime o orçamento das famílias da região.
O montante exigido pelo arrendamento de habitações na cidade do Porto aumentou mais de 76% no decurso dos últimos cinco anos, revelam dados noticiados esta sexta-feira pelo Jornal de Notícias. A variação traduz uma alteração estrutural profunda nos custos de residência suportados pelas famílias no espaço municipal.
A dimensão deste agravamento orçamental pode ser aferida na prática: uma renda padrão que se situasse nos 500 euros há cinco anos, ao refletir uma correção acumulada de 76%, atinge atualmente os 880 euros por mês. Esta evolução acarreta uma sobrecarga anual líquida de 4.560 euros para os agregados familiares arrendatários.
O aumento exponencial das rendas na Invicta acentua a crise de acessibilidade habitacional, que permanece no centro do debate político e social no país. O mercado de arrendamento portuense tem sido pressionado pela elevada procura residencial, pelo fenómeno turístico e pela escassez de oferta disponível a custos compatíveis com a remuneração média local.
Os dados confirmam que a habitação constitui o principal elemento de compressão do rendimento disponível na região norte, forçando diversas famílias e jovens trabalhadores a deslocarem-se para concelhos periféricos da Área Metropolitana face à impossibilidade de suportar as rendas praticadas no centro da cidade.


